O jogador de futebol Richarlison ironizou nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), ex-candidato à Presidência, do Brasil em direção aos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, ele mencionou uma ilha em Angra dos Reis que está no centro de um conflito seu com Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar.

“Então não tem ninguém na ilha, né? ”, escreveu Richarlison.

No post, o jogador incluiu imagens feitas por inteligência artificial que mostram ele chegando na ilha e fazendo churrasco ao lado de amigos. As fotos ainda contêm os dizeres: “Ilha do Richarlison”, em uma placa.

Como mostrou a CNN, a PF (Polícia Federal) vai incluir a apuração sobre a disputa pela posse de uma ilha envolvendo o jogador de futebol no mesmo inquérito que investiga as relações entre Flávio e Willer Tomaz.

Richarlison acusa o senador e o advogado de tomarem posse de área na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).

O atacante do Tottenham, da Inglaterra, diz ter investido R$ 10 milhões na compra da propriedade. De acordo com ele, Flávio demonstrou interesse na ilha, mas ele se recusou a vendê-la.

“Flávio e o tal Willer Tomaz pegaram em 24h a posse da ilha na mão grande e sem gastar um tostão porque eu não quis vender”, disse o jogador em vídeo publicado nas redes sociais.

O empresário Oswaldo Botrel, agente de Richarlison, afirmou à CNN que o atleta comprou a ilha dos primeiros posseiros e donos originais do terreno.

Willer Tomaz, no entanto, negou as acusações e disse que o jogador comprou a propriedade de pessoas que não tinham direito de vendê-la. O advogado declarou que a aquisição feita por sua empresa foi regular e está amparada por escritura pública, registro em cartório e documentação da SPU (Secretaria do Patrimônio da União).

Flávio deixa o país

Como mostrou a CNN, aliados de Flávio afirmaram mais cedo que o político saiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão do senador teria ocorrido após a PF (Polícia Federal) solicitar que ele entregasse seus passaportes sob determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de estabelecer a entrega dos documentos em até 24 horas, o magistrado também proibiu que Flávio deixasse o país e que mantivesse qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz.

Conforme apuração da CNN, o senador já chegou aos EUA com sua mulher e filhas. A informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.