Jorge Messi, pai de Lionel Messi, morreu na noite de sexta-feira (7), aos 68 anos, em uma clínica médica na cidade argentina de Rosário, após uma longa doença, confirmou a família do jogador à Reuters. A notícia gerou comoção no meio esportivo.
Messi deve chegar a Rosário por volta das 20h (de Brasília) deste sábado (8), em um voo particular vindo de Miami, para se despedir do pai durante um velório reservado, segundo uma fonte próxima à família do atacante argentino.
O jogador passou um tempo ao lado do pai após a Copa do Mundo na América do Norte, antes de se reapresentar ao Inter Miami, clube pelo qual voltou a atuar há uma semana, retomando sua rotina de treinos e jogos.
Nos últimos meses, Jorge alternava entre um centro médico em Rosário e sua casa, sempre acompanhado da esposa Celia e dos filhos Rodrigo, Matías e María Sol, como informou a família em comunicado divulgado à imprensa.
Jorge foi pilar de apoio na carreira de Messi
Jorge acompanhou de perto a trajetória do filho ao longo de toda a carreira, desde os primeiros anos no Barcelona. Ele atuou como um pilar fundamental de apoio e, durante vários anos, também exerceu a função de empresário do craque.
“Eu sempre precisei da aprovação do meu pai, desde criança. Depois de cada partida, eu perguntava a ele o que tinha achado da minha atuação”, declarou o argentino de 39 anos em entrevista anterior sobre a relação com Jorge.
Durante a Copa do Mundo, o capitão da seleção argentina viveu emoções contraditórias após marcar um hat-trick na estreia contra a Argélia, chorando muito ao comemorar o primeiro gol da partida diante dos torcedores.
Mais tarde, em coletiva de imprensa, Lionel explicou que as lágrimas tinham relação com “algo que não tinha a ver com o futebol”, após enfrentar “alguns dias difíceis e complicados” em sua vida pessoal.
Família já havia falado sobre a saúde de Jorge
Dias depois daquele episódio, a família emitiu um comunicado sobre a “situação de saúde” de Jorge, informando publicamente que ele estava em tratamento médico havia algum tempo.
Segundo reportagens da imprensa local, o corpo de Jorge será transferido neste domingo para o cemitério particular El Prado, localizado na cidade de Pérez, um município próximo a Rosário.
Diversos clubes, entre eles o Real Madrid e o Newell’s Old Boys — time de base de Lionel Messi —, além da Federação Argentina de Futebol (AFA), manifestaram condolências publicamente à família do jogador.
A AFA também anunciou que será guardado um minuto de silêncio nas partidas de todas as divisões do futebol argentino neste fim de semana, e que jogadores, técnicos e árbitros usarão braçadeiras pretas em sinal de luto.
Clubes se solidarizam com a família Messi
“A partir daqui, nos solidarizamos com toda a família neste momento difícil e enviamos o abraço mais sincero, caloroso e afetuoso. Força para todos vocês”, declarou a Federação Argentina de Futebol em nota oficial.
O Barcelona, clube onde Messi viveu a maior parte da carreira, do debute profissional em 2004 até 2021, afirmou em comunicado: “O FC Barcelona agradece a Jorge Messi pelo compromisso com nosso clube, por confiar a nós o início e os anos mais gloriosos da carreira de futebol do seu filho Leo.”
O Inter Miami, atual clube de Messi, não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a morte de Jorge e está escalado para enfrentar o Monterrey neste sábado, pela fase de grupos da Leagues Cup.
“Messi é o maior da história, não há mais dúvida”, decreta Scaloni

