A Amazon informou no domingo (13) que suspendeu as operações com a 21 Air, empresa de transporte de carga sediada em Miami que operava a aeronave para a Amazon Air e que caiu em Miami no último fim de semana, matando cinco pessoas.

“Após o trágico incidente do último fim de semana, passamos um tempo apoiando a investigação e analisando algumas das circunstâncias relacionadas ao caso. Decidimos suspender nossas operações com a 21 Air, operadora do voo 7598”, disse a porta-voz da Amazon, Kelly Nantel, em comunicado à Reuters.

“Continuaremos trabalhando para apoiar a investigação e todas as pessoas afetadas.”

No último fim de semana, o voo de carga operado pela 21 Air para a Amazon Air, rede logística de transporte de cargas da Amazon, passou do fim da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami e atingiu vários veículos no solo, segundo autoridades.

A aeronave era um Boeing 767-300 de carga de 32 anos que havia operado como avião de passageiros para diversas companhias aéreas entre 1994 e 2015, de acordo com o Flightradar24, serviço de rastreamento de voos.

O NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos), que investiga o acidente, informou na semana passada que os pilotos do avião operado pela 21 Air consideraram abortar o pouso depois que a aeronave tocou a pista, com base em evidências do gravador de dados de voo.

O NTSB também informou que um dos pilotos alertou que eles estavam voando “rápido demais” pouco mais de um minuto antes de tocarem a pista que acabaram ultrapassando.

O avião de carga estava em seu terceiro voo do dia, vindo de San Juan, em Porto Rico. Antes do acidente, havia voado de Cincinnati para Miami e de Miami para San Juan.

“Continuamos focados em apoiar as famílias e os entes queridos afetados por este acidente, além de trabalhar em estreita colaboração com o NTSB e todos os nossos parceiros, como a Amazon, enquanto a investigação prossegue. Estamos confiantes em nossas políticas, procedimentos e treinamentos de segurança”, afirmou a 21 Air em comunicado à Reuters.