O novo Cessna SkyCourier da Azul Conecta, subsidiária regional da Azul, deve chegar ao Brasil nesta semana, após a companhia buscar a aeronave na sede da Cessna, em Wichita, no estado americano do Kansas.
Membros da Conecta foram até os EUA para rebeber o novo avião da companhia, segundo apuração da CNN.
Ao todo, duas unidades do modelo foram adquiridas.
O Courier, que atualmente está com a matrícula americana N408NH deve dar entrada no Brasil a partir da base da Azul no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG), para fazer os procedimentos aduaneiros e a nacionalização da aeronave.
Após a nacionalização, o avião deve ir para a sede da companhia, em Jundiaí (SP) onde receberá a identidade visual da Azul, sendo incorporada a frota atual que conta com os Cessna Caravan e o Pilatus PC12.

Conforme mostrou a CNN, a companhia começar a operar seus dois novos SkyCourier ainda neste ano, mirando rotas para a região Amazônica.
O objetivo da empresa com a chega dos Courier é, à princípio, direcionar as operações da nova aeronave para esta região mirando o desenvolvimento de mais negócios, como na atuação em fretamentos e operações dedicadas, além de dar mais ampliação à malha no transporte regular de passageiros.
O SkyCourier acomoda até 19 pessoas, pode operar em pistas curtas ou não pavimentadas e permitirá ampliar a oferta de assentos nas rotas atendidas pela companhia, além de expandir a presença em áreas com infraestrutura mais simples.

“Trata-se de uma aeronave moderna, extremamente versátil e alinhada às necessidades de conectividade do país, especialmente em mercados atendidos por aeroportos de menor porte”, afirmou o CEO da Azul Conecta, Vitor Cordeiro.
Também é esperado ganhos de eficiência operacional e redução de custos em relação às aeronaves atualmente utilizadas em parte da malha regional.
Desafios regionais
A expansão da Conecta ocorre em meio aos esforços do governo federal para ampliar a conectividade aérea em regiões menos atendidas do País.
Recentemente, o Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) aprovou o acesso das companhias aéreas a linhas de financiamento que somam R$ 13,56 bilhões.
As contrapartidas para acessar os recursos do fundo incluem ampliar em 15% a participação das frequências operadas na Amazônia Legal e no Nordeste em relação ao ano anterior ou garantir que ao menos 17,5% das decolagens anuais ocorram nessas regiões.

