Mais de 19 mil civis ucranianos, incluindo 762 crianças, foram mortos desde que a Rússia iniciou sua invasão, há mais de quatro anos, informou o procurador-geral interino da Ucrânia na sexta-feira (23).

Somente em 2026, os procuradores ucranianos confirmaram as mortes de 2.960 civis, incluindo 668 crianças, disse Anton Kovalskyi no Telegram.

Kiev enfrenta um momento de tensão no conflito após os Estados Unidos, seus principais aliados, negociarem um acordo pela compra de diesel russo mais cedo neste mês. O presidente americano, Donald Trump, também pressiona o líder ucraniano Volodymyr Zelensky por um acordo de paz na região.

O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, esteve em São Petersburgo na quarta-feira (21), no que foi a oitava visita dele à Rússia desde 2025.

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Em encontro com o presidente Vladimir Putin, ambos concordaram em formar reuniões trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia para tentar dar um fim à guerra. Será o primeiro diálogo do tipo desde fevereiro deste ano, em Genebra.

O encontro de Witkoff com Putin foi longo: aproximadamente três horas em que ambos discutiram, especialmente, o conflito no leste europeu.

O Kremlin demonstrou interesse em montar uma estrutura de segurança com o fim do conflito. Porém, evitou tratar de temas cruciais sobre a guerra, como o controle de Donbas e uma possível adesão ucraniana à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Segundo Witkoff, as conversas com ambos os líderes foram “produtivas”, e o governo de Donald Trump continua empenhado em pôr um fim na guerra. Zelensky disse apoiar as negociações com russos e americanos e buscou apaziguar o tom após os recentes desentendimentos com os Estados Unidos.

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