O número de feridos no terremoto de magnitude 7 que atingiu a região sudoeste do Tibete, na China, subiu para 65, informou o governo local em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (23). O número de mortos permanece em 16.

O tremor, cujo epicentro fica em Nagqu, cidade pouco povoada e situada em uma área de grande altitude no norte do Tibete, é o mais forte a atingir a China desde janeiro de 2024.

Mais de 300 policiais, incluindo agentes de trânsito e de policiamento comunitário, foram enviados ao epicentro para realizar operações de resgate e prestar assistência emergencial, informou o departamento de polícia de Nagqu em outra publicação, feita na manhã de sexta-feira no aplicativo de mensagens WeChat.

Os agentes enviados à região verificaram os danos às residências e ajudaram os moradores a se deslocar para locais mais seguros, informou a polícia de Nagqu na publicação.

Um vídeo divulgado pela polícia no Douyin, versão chinesa do TikTok, mostrou agentes colocando suprimentos em um caminhão durante a noite e inspecionando um prédio e os escombros com lanternas.

Mais de 12 mil pessoas foram transferidas com segurança, informou a agência estatal de notícias Xinhua.

Vídeos divulgados anteriormente pela imprensa oficial local mostraram moradores deixando suas casas e buscando abrigo ao ar livre ou dentro de seus carros estacionados nas ruas. Um residente relatou ter sido acordado pelo forte tremor e ouvido a casa ranger durante o terremoto.

O Centro de Redes Sismológicas da China informou em uma publicação que 413 tremores secundários haviam sido registrados.

Em 2010, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu Yushu, na vizinha província de Qinghai, matando pelo menos 2.698 pessoas e deixando quase 300 desaparecidas.