Ataques e tiroteios israelenses mataram pelo menos nove pessoas, incluindo uma criança, na Faixa de Gaza neste sábado (20), disseram autoridades de saúde.

Quatro palestinos, incluindo duas mulheres e uma criança, morreram em um prédio de apartamentos na Cidade de Gaza, disseram autoridades de saúde. O ataque no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, destruiu o apartamento e feriu várias outras pessoas, acrescentaram os médicos.

As forças armadas israelenses disseram ter atacado um militante, sem dar mais detalhes.

Em outra ofensiva, forças israelenses mataram a tiros uma mulher na cidade de Beit Lahiya, mais ao norte, disseram paramédicos. Um ataque aéreo israelense matou pelo menos uma pessoa e feriu outras oito em Khan Younis, ao sul do enclave.

No final da tarde de sábado (20), um ataque aéreo israelense matou três pessoas, incluindo um fotógrafo local, no campo de refugiados de Bureij, na região central da Faixa de Gaza, disseram médicos.

As Forças Armadas de Israel não se pronunciaram imediatamente sobre nenhum dos ataques.

Um cessar-fogo em outubro interrompeu os principais combates entre o Hamas e Israel, mas não pôs fim aos ataques israelenses.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que mais de 1.010 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o cessar-fogo. Militantes mataram quatro soldados israelenses em Gaza durante o mesmo período.

Israel afirma que seus ataques visam impedir ataques iminentes do Hamas e de outros militantes. O grupo palestino raramente divulga informações sobre a morte de seus combatentes.

Israel e Hamas permanecem em impasse sobre como prosseguir com a próxima etapa do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza, que envolve o Hamas depor as armas e a retirada israelense.

As negociações entre os mediadores Egito, Catar, Turquia e o enviado do Conselho de Paz de Trump para Gaza, Nickolay Mladenov, sobre a implementação da segunda fase do plano de Trump para Gaza, ainda não chegaram a um acordo, disseram fontes próximas às negociações.

Na quarta-feira (17), fontes disseram à Reuters que Mladenov entregou ao Hamas e às facções uma versão revisada do roteiro do plano, abordando algumas das preocupações das facções, mas preservando os “pontos críticos” do plano de Trump. As fontes não deram mais detalhes.

Um representante do Hamas confirmou que o documento estava sendo analisado.

Israel afirma que o Hamas deve ceder o poder em Gaza, desarmar-se e não desempenhar qualquer papel na futura governança do enclave. O Hamas condiciona qualquer desarmamento total ao início de um processo político para a criação de um Estado palestino.

Segundo dados israelenses, combatentes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas durante o ataque transfronteiriço contra Israel em 7 de outubro de 2023. O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que mais de 73 mil palestinos foram mortos no território desde então.