Pelo menos 37 pessoas morreram após inalarem gases tóxicos enquanto tentavam fazer uma ligação clandestina em um oleoduto no sul da Nigéria, informou um grupo ambientalista nesta sexta-feira (4), embora as autoridades não tenham confirmado o número de vítimas.
O Youths and Environmental Advocacy Centre (Centro de Defesa Ambiental e da Juventude) afirmou que o caso ocorreu por volta da meia-noite, horário local, de quinta-feira (3) em Okrika, no estado de Rivers.
A polícia declarou que as vítimas morreram enquanto tentavam roubar petróleo bruto.
“Uma investigação está em andamento para estabelecer as circunstâncias e apurar os fatos”, disse a porta-voz da polícia de Rivers, a ASP (subinspectora-assistente) Blessing Kaborlo Agabe.
O episódio — que registra o maior número de mortes conhecido desde pelo menos outubro de 2023 — evidencia o problema persistente do roubo de petróleo bruto e do vandalismo em oleodutos no Delta do Níger, onde as derivações ilegais têm causado mortes, poluição e prejuízos à indústria petrolífera da Nigéria.
O grupo ambientalista informou que o episódio ocorreu no píer de Okari durante o carregamento de uma embarcação, momento em que supostos ladrões transferiam um derivado de petróleo sob alta pressão para barcos menores. Segundo o centro, ainda havia pessoas desaparecidas e corpos foram vistos boiando no rio.
A agência de notícias Reuters não conseguiu confirmar de forma independente o ocorrido nem o número de mortos.
O Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria afirmou que os números de vítimas que circulam não foram confirmados e que a substância envolvida exigia uma análise técnica.
A corporação informou que está trabalhando com agências de segurança para determinar o número de mortos, feridos e desaparecidos, bem como para investigar possíveis casos de negligência, conluio ou facilitação criminosa.

