O mundialmente famoso Coliseu de Roma foi fechado ao público nesta quarta-feira (23) — pela primeira vez desde a pandemia de Covid — após a morte de um especialista em trabalhos em altura (técnico em acesso por corda) que sofreu uma queda fatal, informou o Ministério da Cultura da Itália.
Andrea Moretti, de 22 anos, estava suspenso sobre o ponto mais alto do anfiteatro quando caiu de uma altura de cerca de 10 metros enquanto instalava um novo sistema de iluminação durante um turno noturno na terça-feira (22), segundo o ministério.
“É um evento trágico que nos deixa chocados e consternados”, disse o ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, em um comunicado, oferecendo condolências à família de Moretti pelo que chamou de “morte sem sentido de um jovem que estava trabalhando”.
Dezenas de milhares de turistas visitam diariamente as ruínas do anfiteatro, construído entre os anos 70 e 72 d.C. como uma arena para combates de gladiadores.
O fechamento incomum foi realizado após a saída do primeiro grupo de turistas do local, informou o ministério.
Inicialmente, apenas o nível superior — onde o trabalhador sofreu a queda — seria fechado, mas a medida foi estendida a todo o monumento.
“A decisão, tomada durante a noite, foi implementada depois que o primeiro grupo de visitantes — milhares de pessoas que desconheciam o acidente — já havia percorrido o local”, afirmou o ministério. “O fechamento imediato das entradas teria provocado a aglomeração de uma grande multidão de visitantes do lado de fora do monumento, o que poderia comprometer a segurança e a ordem pública.”
Anteriormente, o Coliseu havia sido fechado apenas por algumas horas para visitas de autoridades importantes, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2014. Também foi fechado por várias horas em outubro passado para uma oração pela paz.
Os únicos dois dias do ano em que o local permanece fechado ao público são 25 de dezembro e 1º de janeiro, segundo o Parque Arqueológico do Coliseu. O monumento também ficou fechado por várias semanas durante os lockdowns da Covid em 2020.
Acidentes de trabalho são comuns na Itália; em média, três trabalhadores morrem diariamente em acidentes laborais em todo o país, segundo o instituto INAIL.
Ao reagir à notícia, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou: “Morrer aos 22 anos é inaceitável, e ainda mais quando isso acontece no local de trabalho. Também em nome de Andrea, continuaremos a fazer a nossa parte, a nos empenhar e a envidar todos os esforços para garantir que tragédias semelhantes jamais voltem a acontecer.”

