Advogados da ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, informaram nesta quarta-feira (29) que solicitarão ao Comitê de Direitos Humanos da ONU a revisão de sua condenação por corrupção, argumentando que o processo foi marcado por irregularidades e teve como objetivo impedi-la de disputar futuras eleições.

Líder peronista de centro-esquerda, Cristina Kirchner governou a Argentina entre 2007 e 2015 e foi vice-presidente de 2019 a 2023. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires após ter sido condenada, em 2025, a seis anos de prisão e à inelegibilidade permanente em um caso relacionado ao desvio de recursos públicos.

Durante uma coletiva de imprensa em Buenos Aires, o advogado da ex-presidente, Carlos Beraldi, afirmou que as garantias de defesa de Kirchner foram violadas ao longo do julgamento.

A equipe de defesa anunciou que apresentará uma petição ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Para isso, contou com o apoio de juristas internacionais, entre eles o advogado Rafael Valim, que anteriormente esteve ligado à defesa do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.