Dois soldados israelenses foram mortos no sul do Líbano, informou o Exército de Israel nesta quinta-feira (6), enquanto ataques israelenses de retaliação mataram pelo menos uma pessoa, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
Na quarta-feira (5), o Exército israelense iniciou ataques no sul do Líbano em resposta ao que classificou como uma “violação do cessar-fogo pelo Hezbollah”.
A imprensa local israelense informou que os dois soldados morreram e outros quatro ficaram feridos quando um artefato explosivo detonou na área onde eles realizavam operações no sul do país.
Em publicação no X, as forças de Israel confirmaram as mortes e os quatro soldados gravemente feridos. “Os soldados foram retirados para receber tratamento médico e suas famílias foram atualizadas”.
מצורפת הודעת דובר צה”ל בנושא שמותיהם של שני חללי צה״ל אשר הודעה נמסרה למשפחותיהם: https://t.co/OTubqAQgYy
באירוע בו נפלו רס״ן (במיל׳) הראל בירנשטוק ז״ל ורס״ם (במיל׳) תמיר וקנין ז״ל, נפצעו ארבעה לוחמי צה”ל במילואים באורח קשה.
הלוחמים פונו לקבלת טיפול רפואי ומשפחותיהם עודכנו.…
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) August 6, 2026
O Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque israelense à cidade de Tibnin, no sul do país, matou uma pessoa e feriu outras 12.
Israel lançou ataques contra áreas da cidade libanesa de Tiro, ferindo pelo menos quatro pessoas, segundo a NNA (Agência Nacional de Notícias), órgão estatal do Líbano.
Drones atingiram a cidade vizinha de Al-Burj Al-Shamali, que posteriormente foi bombardeada por um caça, informou a NNA nesta quinta-feira. Israel também realizou três ataques aéreos contra a cidade de Al-Mansouri e a região entre Al-Mansouri e Majdal Zoun, ao sul de Tiro, de acordo com a NNA.
O aumento da violência na região coincide com a mais recente rodada de negociações entre Israel e o Líbano, realizada em Roma, após os dois países terem concordado, em junho, com um acordo de segurança mediado pelos Estados Unidos, destinado a reduzir as hostilidades ao longo da fronteira. As negociações terminaram antes do previsto na quarta-feira, em meio à retomada dos ataques israelenses.
Israel, no entanto, afirmou que manterá uma zona de segurança no sul do Líbano para eliminar a ameaça representada pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
*Com informações da Reuters e da CNN Internacional

