As forças armadas de Israel destruíram uma infraestrutura subterrânea utilizada pelo grupo militante libanês Hezbollah em uma vila no sul do Líbano, segundo um comunicado conjunto do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Israel Katz, divulgado neste domingo (28).
Os EUA foram informados antes do ataque, que teve como alvo um túnel de 200 metros de extensão na localidade de Majdal Zoun, segundo o comunicado.
O comunicado israelense informou que o túnel continha centenas de armas e lançadores.
O ataque ocorreu horas depois de as forças armadas de Israel anunciarem ter atingido militantes do Hezbollah armados com granadas propelidas por foguete e um lançador de foguetes na região de Nabatieh, no sul do Líbano.
Um acordo de segurança mediado pelos EUA, firmado entre o Líbano e Israel na sexta-feira (26), prevê a retirada gradual de Israel de algumas áreas do sul do Líbano, paralelamente ao envio do exército libanês para a região. No entanto, as forças israelenses teriam permissão para permanecer em uma zona de segurança ampliada por enquanto.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo, descrevendo-o como uma rendição a Israel. Ele afirmou que o grupo continuaria sua resistência armada.
O comunicado de Netanyahu, divulgado neste domingo, afirmou que as forças armadas israelenses permaneceriam na zona de segurança no sul do Líbano e “continuariam a destruir a infraestrutura terrorista, eliminar ameaças às comunidades do norte e proteger a segurança dos cidadãos de Israel”.
Mais de um milhão de libaneses foram deslocados de suas casas devido ao conflito, que ocorre paralelamente à guerra mais ampla envolvendo o Irã.
O Hezbollah e o Irã afirmam que Washington se comprometeu a encerrar as hostilidades no Líbano como parte de um memorando de entendimento assinado há duas semanas para pôr fim ao conflito mais amplo.

