O Mossad, a agência de inteligência de Israel, revelou detalhes de um suposto plano iraniano para atacar autoridades de alto escalão no país por meio do recrutamento de agentes no exterior.
O Ministério de Inteligência do Irã tentou infiltrar cidadãos estrangeiros em Israel para atacar figuras israelenses de destaque, segundo um comunicado do Gabinete do Primeiro-Ministro, emitido em nome do Mossad.
O ministério utilizou “agentes criminosos intermediários” para recrutar pessoas capazes de entrar em Israel, utilizando-as para coletar informações sobre alvos em potencial e, por fim, executar ataques, informou o Mossad.
O Mossad e o Shin Bet (agência de segurança interna) trabalharam com parceiros internacionais para frustrar “dezenas de planos de ataque do Irã”, afirmou a agência, acrescentando que as investigações salvaram “inúmeras vidas e possibilitaram ações investigativas e legais contra os envolvidos em terrorismo”.
“Apesar desses esforços para ocultar o envolvimento direto do Irã, o método de utilizar intermediários tem se mostrado repetidamente vulnerável, com falhas operacionais que expõem os operadores iranianos por trás dos ataques”, dizia o comunicado.
A CNN noticiou que Israel enfrenta uma onda sem precedentes de espionagem interna desde 2023, e pelo menos 60 israelenses foram indiciados sob a acusação de espionar para o Irã.
Vários locais que, segundo os promotores, foram filmados pelos supostos espiões acabaram sendo alvos de ataques de mísseis iranianos contra Israel durante o conflito com o Irã.

