
A renúncia do ministro Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União deve abrir as portas para o senador Rodrigo Pacheco, que teve o seu nome preterido na indicação para o Supremo Tribunal Federal. Quando optou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o presidente Lula ainda apostava na candidatura de Pacheco ao Governo de Minas, o que acabou não acontecendo.
Quando saiu da lista, Pacheco adiou ao máximo a resposta ao convite, o que só ocorreu perto do encerramento dos prazos das convenções, obrigando o PT a correr para encontrar um nome para disputar o governo. A primeira opção foi a prefeita de Contagem, Marília Campos, mas ela manteve a sua candidatura à reeleição. O nome do deputado Patrus Ananias foi o mais próximo do consenso.
Como não depende do aval do governo, a indicação de Rodrigo Pacheco deve ser feita pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, o mesmo que liderou a derrota de Messias na votação de sua indicação. Alcolumbre se viu em dívida com Pacheco, que anunciou sua saída da vida pública para dedicar-se à advocacia. A ida para o TCU pode mudar os seus planos.

