
O projeto Tela Brasileira recebe, na próxima terça-feira, dia 25, às 19h, no Cinema Alameda, a exibição gratuita do documentário “Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto”, dirigido por Pedro Gui. A sessão integra a programação dedicada à valorização do audiovisual brasileiro e terá ingressos distribuídos na bilheteria do cinema uma hora antes do início da exibição.
Lançado em 2018, o documentário revisita a vida e a trajetória artística de Rogéria, uma das transformistas mais importantes da história do Brasil. A produção parte da dualidade entre a artista que conquistou os palcos e a televisão e Astolfo Barroso Pinto, sua identidade fora de cena, construindo um retrato sensível, provocante e necessário sobre arte, identidade, memória e representatividade.
Após a exibição, o público poderá participar de um debate com o diretor do filme, Pedro Gui, e André Pavam, diretor artístico do Miss Brasil Gay. A conversa será uma oportunidade para aprofundar questões presentes na obra e refletir sobre a importância de Rogéria para a cultura brasileira, para a cena artística nacional e para a representatividade LGBTQIAPN+.
Rogéria entre a artista e o Senhor Astolfo Barroso Pinto
Com duração de 80 minutos, “Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto” percorre diferentes momentos da vida da artista, mesclando imagens de arquivo, depoimentos e dramatizações de passagens marcantes de sua trajetória. O documentário apresenta Rogéria para além da figura pública consagrada. Ao mesmo tempo em que celebra a artista conhecida pelo humor, pela elegância e pela presença de palco, o filme também se aproxima de Astolfo, revelando conflitos, memórias, dores e transformações que atravessaram sua vida.
Essa dualidade é um dos pontos centrais da produção. Rogéria foi personagem, artista, símbolo, pioneira e presença incontornável em um país que, por muito tempo, tentou reduzir pessoas LGBTQIAPN+ a estereótipos ou ao apagamento. Ao ocupar os palcos, a televisão e os espaços de visibilidade, ela abriu caminhos e se tornou referência para outras gerações.
O documentário reúne depoimentos de personalidades que conviveram ou trabalharam com Rogéria, como Betty Faria, Jô Soares, Bibi Ferreira, Aguinaldo Silva, Nany People, Rita Cadilac, Aderbal Freire Filho e Jane Di Castro, entre outros nomes.

Essas vozes ajudam a reconstruir a dimensão da artista e de seu impacto no teatro, na televisão e na cultura brasileira. Ao lado das entrevistas, o filme também utiliza dramatizações interpretadas por diferentes atores para recriar fases da vida de Rogéria, incluindo episódios marcantes, como o acidente que deixou uma marca em sua história e antecedeu transformações importantes em sua trajetória. A mistura entre memória, encenação e depoimento dá ao documentário uma estrutura que não se limita ao registro biográfico. O filme também busca compreender o contexto em que Rogéria viveu, os desafios que enfrentou e a força de sua presença pública em um país marcado por preconceitos e disputas em torno de identidade, gênero e direitos.
“Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto” também teve reconhecimento em festivais e premiações. Em 2018, integrou a seleção oficial da Mostra Retratos do Festival do Rio e recebeu o Documentary Award Director Recognition no Los Angeles Brazilian Film Festival, o LABRFF. No mesmo ano, foi destaque no DIGO – Festival Internacional da Diversidade Sexual de Goiânia, onde conquistou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, para Pedro Gui, e Melhor Ator, concedido a Alessandro Brandão. Em 2019, a produção também foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A produção é da BR Produções e a distribuição é da Pagu Pictures.
Tela Brasileira valoriza o audiovisual brasileiro
A exibição integra o projeto Tela Brasileira, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa e do Polo JF Cine, e realizado no Cinema Alameda. A iniciativa promove sessões gratuitas dedicadas à difusão do audiovisual brasileiro, ampliando o acesso do público a produções de diferentes gêneros, temas e linguagens. Mais do que oferecer filmes gratuitamente, o projeto fortalece o encontro entre cinema, cidade, memória e formação de público. Ao receber um documentário sobre Rogéria, o Tela Brasileira também reafirma a importância de valorizar histórias que ajudam a compreender a cultura brasileira em sua diversidade. O cinema, nesse caso, funciona como espaço de homenagem, reflexão e reconhecimento.
Serviço
Tela Brasileira exibe “Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto”
Data: terça-feira, 25
Horário: 19h
Local: Cinema Alameda
Entrada: gratuita
Ingressos: distribuídos na bilheteria do cinema uma hora antes da sessão
Duração: 80 minutos
Após a exibição: debate com Pedro Gui, diretor do filme, e André Pavam, diretor artístico do Miss Brasil Gay
