tribunalivre destacada

As convenções começaram e escancararam a triste situação política do Brasil de hoje. Não temos lideranças naturais. Os partidos não conseguem articular nem mesmo uma chapa completa. Vão lançando candidatos na expectativa de conseguirem compor suas chapas mais à frente a custas de que negociação não se sabe.

Dos presidenciáveis, apenas Lula tem um vice definido. O restante negocia sem conseguir acertos. Mas apesar de triste, esta não foi a maior realidade que constatamos nos últimos dias de nossa política. O que se vislumbra é um país radicalizado, sem rumo, que vai perdendo o respeito internacional.

O discurso do presidente argentino Javier Millei, na convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, é o maior exemplo do que a falta de lideranças políticas causa a um país. Millei desrespeitou a todos nós num discurso adredemente preparado que, mesmo desrespeitoso com o país, ainda foi aplaudido pelo público. Na verdade, o discurso do presidente argentino – diga-se de baixo nível- nada mais é do que a sequência das agressões que o país vem sofrendo do presidente americano Donald Trump ,que age assim aproveitando-se do clima de radicalização política que divide o país a fragiliza o governo.

É preciso que os políticos (?) entendam isso. A disputa tem um limite, e este limite são os interesses do país, sua soberania. A campanha está apenas começando e ainda dá tempo de corrigir seus rumos. Na disputa presidencial, o quadro parece mais definido e as pesquisa apontam para um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Caiado, Zema e a surpresa Renan Santos não conseguem superar a barreira dos cinco pontos e ainda tentam articulações partidárias para conseguir um vice.

Em Minas, a indefinição é total. Nenhum dos candidatos tem chapa completa, o que dificulta até mesmo a montagem dos palanques presidenciais. Candidato era só o governador Mateus Simões, apesar de seu ex-colega de governo Marcelo Aro tentar uma jogada para bater de frente com Mateus. O PL e suas coligações acertou com Marcelo Aro. O Republicano já fez sua convenção no último sábado, mas o nome que assusta por liderar todas as pesquisas, Cleitinho, nem apareceu no encontro. O PT escolheu Patrus Ananias, o MDB o ex-presidente Gabriel Azevedo e o PDT o ex-prefeito Alexandre Kalil.

*Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil

 

Esse espaço é para a livre circulação de ideias e a Tribuna respeita a pluralidade de opiniões. Os artigos para a seção serão recebidos por e-mail (leitores@tribunademinas.com.br). Para a versão impressa devem ter, no máximo, 30 linhas (de 70 caracteres) com identificação do autor e telefone de contato. O envio da foto é facultativo e pode ser feito pelo mesmo endereço de e-mail.

O post PL escolhe Aro para bater com Mateus apareceu primeiro em Tribuna de Minas.