Novo sistema do SUS promete identificar surtos antes que doenças se espalhem

O Implanon, método contraceptivo de longa duração, passou a integrar a carteira de serviços da Atenção Primária à Saúde de Juiz de Fora. A oferta, no entanto, ainda ocorre de forma gradual e, atualmente, a inserção do método está disponível em quatro unidades da rede municipal. 

Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), estão habilitados para realizar a inserção do Implanon a UBS São Pedro, UBS Manoel Honório, UBS Vila Esperança e o Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente (DSMGCA). 

A ampliação para outras Unidades Básicas de Saúde (UBSs) depende da capacitação dos profissionais que vão realizar o procedimento. De acordo com a Secretaria de Saúde, por se tratar de um novo serviço na rede, médicos e enfermeiros precisam cumprir etapas específicas de formação e habilitação. 

Nos dias 14 e 15 de agosto, uma parceria entre a Secretaria de Saúde, a Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Superintendência Regional de Saúde promoveu a capacitação teórica de 63 profissionais, entre médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária.

A formação teórica, entretanto, é apenas uma das etapas necessárias para que os profissionais possam realizar o procedimento. O próximo passo é a realização de inserções supervisionadas. Somente depois de concluída essa fase os trabalhadores estarão aptos a realizar a inserção do método nas respectivas UBSs. 

Expansão será gradual

A Secretaria de Saúde explica que a quantidade de unidades habilitadas deverá aumentar à medida que os profissionais concluírem todas as etapas necessárias para a habilitação.

A medida, segundo a Prefeitura, tem como objetivo garantir que a implantação do serviço ocorra com controle de qualidade e segurança para as pacientes.

O município também participou de oficinas promovidas pelo Ministério da Saúde e realizou a habilitação junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG). A rede conta ainda com profissionais capacitados para replicar a formação aos demais trabalhadores.

O procedimento pode ser realizado por médicos e enfermeiros devidamente capacitados e habilitados.