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O Brasil registrou, em 2025, o maior número de mortes causadas por intervenções de policiais desde o início da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016. No ano passado, 6.602 pessoas morreram em ações das polícias Civil e Militar, um aumento de 55% em relação aos dados registrados há nove anos.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23), a letalidade policial passou a representar 16% de todas as Mortes Violentas Intencionais (MVI) registradas no país, o equivalente a uma em cada seis mortes desse tipo.

O levantamento também evidencia diferenças expressivas entre os estados brasileiros. Pelo sétimo ano consecutivo, o Amapá apresentou a maior taxa de letalidade policial do país. Na sequência aparecem Bahia, Sergipe e Pará, os mesmos quatro estados que lideraram o ranking em 2024. Já as menores taxas foram registradas em Roraima, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Piauí e Amazonas.

Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que reúne informações enviadas pelas secretarias estaduais de segurança e por órgãos oficiais de todo o país.

Apesar da redução das Mortes Violentas Intencionais observada no Brasil nos últimos anos, o estudo mostra que as mortes decorrentes de intervenções policiais seguiram trajetória oposta e alcançaram o maior patamar da série histórica, reforçando o desafio de conciliar o combate à criminalidade com a preservação da vida durante as ações policiais.

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