camara dos deputados foto Ton Molina Agencia Senado

O PL deve começar 2027 como o maior partido do Senado, com uma bancada projetada de 28 integrantes. Nas eleições deste domingo (4), a legenda elegeu 19 senadores e abriu vantagem sobre as demais siglas. O PT, com projeção de nove parlamentares, e o MDB, com oito, aparecem na sequência.

Caso a composição seja confirmada em fevereiro, quando os novos senadores tomarem posse, o PL também terá a maior bancada partidária do Senado no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. O recorde anterior pertence ao MDB, então PMDB, que começou a legislatura de 1999 com 27 senadores.

A projeção leva em consideração a composição atual do Senado, o resultado das eleições deste domingo e as mudanças provocadas pela eleição de senadores para governos estaduais. Cleitinho (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, deverá deixar a vaga para o primeiro suplente, Alex Diniz (PL). Já Sergio Moro (PL-PR), também eleito governador, tem como primeiro suplente Luís Felipe Cunha (União).

Romário (RJ), por sua vez, está atualmente sem partido.

Os números, porém, ainda são uma previsão. Candidatos eleitos e senadores que permanecem com mandato podem trocar de partido ou assumir cargos no Executivo antes do início da nova legislatura, em fevereiro, alterando a composição projetada das bancadas.

Segundo turno pode mudar composição das bancadas

Outro fator que poderá modificar o tamanho dos partidos no Senado é o segundo turno das eleições estaduais, marcado para o dia 25. Três senadores que ainda têm quatro anos de mandato disputam governos estaduais.

Em dois casos, uma eventual vitória provocaria mudança partidária na cadeira. Alan Rick (Republicanos-AC) tem como primeiro suplente Gemil Júnior (PSD), enquanto Omar Aziz (PSD-AM) tem como primeira suplente Cheila Moreira (PT).

Professora Dorinha Seabra (União-TO) também disputa o segundo turno, mas sua primeira suplente, Professora Lu, pertence ao mesmo partido. Assim, uma eventual substituição não modificaria o tamanho da bancada do União Brasil.

Situação de Deltan Dallagnol ainda depende do TSE

A eleição de Deltan Dallagnol (Novo) pelo Paraná também permanece sob análise judicial. Ele foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, após ter renunciado ao cargo de procurador da República enquanto respondia a processo disciplinar.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou sua candidatura neste ano, mas houve recurso ao TSE. O ministro relator, Floriano de Azevedo, chegou a indeferir o registro de Dallagnol em decisão monocrática no sábado (3). A decisão, porém, foi suspensa pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, até que o plenário do TSE analise o caso.

Se a inelegibilidade for confirmada, será necessária uma nova eleição no Paraná para preencher a vaga.

Suplentes também podem alterar números

A projeção também é influenciada por suplentes que exercem atualmente mandatos no Senado.

Jussara Lima (PSD-PI) ocupa a cadeira de Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento e Assistência Social. Caso Dias deixe o ministério e retorne ao Senado, haverá mudança na distribuição partidária.

Lourdinha Pereira (PSB-MA) exerce o mandato de Ana Paula Lobato (PSB), licenciada até novembro. Como ambas pertencem à mesma legenda, o retorno da titular não altera a composição partidária.

Sargento Reginauro (PSDB-CE), por sua vez, exerce temporariamente o mandato de Eduardo Girão (Novo), que foi candidato a vice-presidente. Como o mandato se encerra em janeiro, a situação não entra na projeção das bancadas para 2027.

Senado terá nova configuração de forças

O resultado das eleições de 2026 deve modificar de forma significativa a distribuição de forças no plenário do Senado. Na comparação com o início da atual legislatura, em 2023, e com o começo deste ano, as maiores bancadas deixam de apresentar tamanhos próximos entre si.

Mesmo com uma concentração maior de senadores no PL, o Senado deverá começar 2027 com mais bancadas do que tinha no início da atual legislatura. A projeção é de 13 partidos representados, contra 12 em 2023.

O PSD foi o partido que mais perdeu espaço. A legenda tinha 15 senadores no início da atual legislatura e 13 no começo de 2026, mas deverá passar a contar com cinco integrantes em 2027.

PP e União Brasil integram a Federação União Progressista, registrada no TSE desde março deste ano. No Senado, entretanto, os dois partidos continuam sendo contabilizados como bancadas independentes.

PL bate recorde de senadores eleitos

Os 19 senadores eleitos pelo PL também representam um recorde desde a Constituição de 1988. Nunca, nesse período, um único partido havia conseguido eleger tantos senadores em uma mesma eleição.

A marca anterior era de 14 eleitos, alcançada pelo PMDB em 1994 e 2010 e pelo extinto PFL em 2002.

Proporcionalmente, o PL conquistou 35,2% das 54 vagas ao Senado disputadas em 2026. O percentual fica abaixo apenas dos 44,4% obtidos pelo PMDB em 1998, quando somente 27 cadeiras estavam em disputa.

O partido também conseguiu eleger os dois senadores em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.

Desde 1988, o maior número dessas “dobradinhas” obtido anteriormente por uma única legenda em uma eleição era três. O PFL alcançou a marca em 1994 e novamente em 2002.

Mulheres alcançam maior presença da história

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição em 2026, 14 conseguiram renovar o mandato. Outros dois senadores foram eleitos governadores de seus estados ainda no primeiro turno.

As eleições também estabeleceram um recorde de mulheres eleitas para o Senado. Doze candidatas conquistaram vagas, o maior número já registrado. Com o resultado, a bancada feminina deve chegar a 18 integrantes no início de 2027, também a maior da história.

Número de partidos com senadores eleitos cai

O resultado de 2026 aponta ainda para uma maior concentração partidária em relação a 2018, última eleição em que dois terços das cadeiras do Senado estiveram em disputa.

Naquele ano, 20 partidos conseguiram eleger pelo menos um senador. Em 2026, foram 13 legendas.

Entre os partidos que elegeram senadores em 2018, sete deixaram de existir após fusões ou incorporações. DEM e PSL deram origem ao União Brasil. PSC e PHS foram incorporados pelo Podemos, enquanto o PROS foi incorporado pelo Solidariedade.

O PTB se fundiu ao Patriota para formar o PRD. Antes dessa fusão, o PRP já havia sido incorporado ao Patriota.

Outras três siglas mudaram de nome desde então: o PR passou a se chamar PL; o PPS tornou-se Cidadania; e o PRB passou a adotar o nome Republicanos.

*Texto com informações da Agência Câmara de Notícias, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe