

O candidato ao Senado por Minas Gerais Marco Antônio Superman (Novo) acusa dirigentes estaduais do próprio partido de tentar inviabilizar sua candidatura na reta final das eleições. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (23), ele defende ter recebido uma ligação do vice-presidente do diretório mineiro com uma ameaça de derrubar sua chapa – as candidaturas à casa alta do Congresso Nacional são compostas, além do candidato titular, por mais dois nomes indicados à suplência. Ele também questiona a falta de apoio à sua campanha, que, segundo ele, ganhou força com a participação de políticos de outras legendas.
Natural de São Paulo, Marco Antônio Costa, conhecido como Superman, mudou-se para Minas Gerais em 2025 e disputa, neste ano, sua primeira eleição. Advogado e comunicador, ganhou projeção nacional ao participar do programa Pânico, da Jovem Pan, e se aproximou do movimento bolsonarista.
Acusação de ameaça à candidatura
Segundo Marco Antônio, o vice-presidente estadual do Novo, Frederico Papatella, teria entrado em contato por telefone para ameaçar derrubar sua chapa ao Senado. O candidato aponta que seus suplentes também foram procurados para renunciar, o que poderia comprometer a continuidade de sua candidatura às vésperas da eleição. A acusação foi apresentada no vídeo sem a divulgação de detalhes sobre as conversas ou eventuais registros das ameaças.
Além da suposta tentativa de inviabilizar sua participação na disputa, Marco Antônio acusa dirigentes estaduais do partido de tentar prejudicar sua credibilidade na imprensa. Durante o comunicado audiovisual, ele reproduz um trecho de uma declaração do presidente estadual do Novo, Christopher Laguna, sobre uma fala do candidato que teria sido retirada de contexto. O vídeo, no entanto, não esclarece o episódio.
As divergências entre Marco Antônio e a direção estadual do Novo também envolveria o apoio do candidato a políticos de outras legendas. Embora dispute o Senado pelo partido, ele tem recebido o respaldo de nomes de outras legendas. No vídeo, Marco Antônio destaca que esses apoios contribuíram para fortalecer sua campanha, enquanto questiona a falta de participação dos dirigentes estaduais do partido.
Falta de apoio e recursos para a campanha
A insatisfação de Marco Antônio com a direção estadual do Novo, segundo seu relato, começou ainda na pré-campanha. Ele alega que suas tentativas de contato com os dirigentes não eram atendidas e que a confirmação de sua candidatura ocorreu apenas em 6 de agosto, dez dias antes do início oficial da campanha eleitoral.
Na avaliação do candidato, a definição de seu nome ocorreu por conveniência partidária, após o Novo perder a indicação para a vice-governadoria na chapa de Mateus Simões. Marco Antônio sustenta que recebeu a vaga como uma espécie de prêmio de consolação e que os dirigentes estaduais apostavam em sua derrota ou na falta de relevância de sua candidatura.
O candidato também questiona os recursos destinados pelo partido à disputa pelo Senado, afirmando que foram reservados apenas R$ 30 mil para sua campanha em Minas Gerais. Apesar de considerar o valor insuficiente, ele diz que não esperava ajuda financeira da direção estadual e que tem conduzido sua campanha com o apoio de eleitores e aliados políticos.
Enquanto relata a falta de respaldo dos dirigentes do Novo em Minas, Marco Antônio atribui o fortalecimento de sua candidatura ao apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Ele também sinaliza contar com o respaldo de candidatos do PL, Republicanos e União Brasil, além do senador Cleitinho (Republicanos) e de integrantes do próprio Novo. Segundo o candidato, o apoio recebido permitiu ampliar sua presença no estado, com visitas a mais de 50 cidades mineiras durante a campanha.
A Tribuna de Minas procurou o diretório estadual do Novo para que se manifestasse sobre as acusações feitas pelo candidato, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
*Estagiário sob supervisão do editor Arthur Raposo Gomes.

