

Operário metalúrgico e dirigente sindical, Jordano Metalúrgico (PSTU), número 160, disputa uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. O candidato defende a suspensão do pagamento da dívida estadual, a reversão de privatizações e a expropriação de grandes empresas, sob organização dos trabalhadores. Para Juiz de Fora e a Zona da Mata, propõe ampliar os recursos destinados à região e fortalecer a integração entre os municípios, com investimentos em saúde, educação e moradia. Também defende a revogação do arcabouço fiscal e o fim das parcerias público-privadas na saúde e na educação.
Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.

- Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?
“Jordano Carvalho, conhecido como Jordano Metalúrgico, é operário metalúrgico, dirigente sindical e militante do PSTU. Iniciou sua atuação sindical e política organizando a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Atua na Federação Sindical e Democrática dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais (FSDTM-MG), na União Sindical dos Trabalhadores de São João del-Rei e na CSP-Conlutas, contribuindo para fortalecer a organização da classe trabalhadora nos âmbitos municipal, estadual e nacional.
Foi candidato a prefeito de São João del-Rei em 2012, 2016 e 2024; a vereador em 2020; a deputado federal por Minas Gerais em 2014; a governador de Minas Gerais em 2018; e a vice-governador de Minas Gerais em 2022.
Além da atuação sindical, presidiu o Social Futebol Clube, de São João del-Rei, contribuindo para o fortalecimento do esporte e da participação comunitária no município. Concorre ao senado para defender um programa voltado aos interesses da classe.”
- Caso seja eleito, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?
“A Zona da Mata é uma das regiões mais importantes do estado de Minas Gerais, tendo Juiz de Fora como seu polo. Quando pensamos nas políticas para o estado, parte constitutiva do processo é o fortalecimento e integração das regiões através da ampliação e aplicação de recursos. Hoje municípios de digladiam por recursos concorrendo entre si. Precisamos mudar isso. Mas esses recursos vem da mudança radical que queremos promover em Minas e no Brasil.
Hoje vivemos as custas da exploração de recursos minerais no estado. A maior parte desse recurso produzido saí para fora do país e só deixa um rastro de destruição. Por isso queremos expropriar as principais empresas do estado, a partir da organização dos trabalhadores, para que a riqueza produzida fique com quem a produziu e seja empregada nas melhorias de condição de vida dos trabalhadores.
Assim, conseguiremos saúde, educação, moradia, lazer e todas as demais demandas que a classe trabalhadora tenha.”
- A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?
“A negociação levada a cabo pelo atual governo assumiu um critério: vender o patrimônio do estado e entregar toda nossa riqueza. Queremos a suspensão da dívida. Essa dívida contraída pelo estado não é de responsabilidade dos trabalhadores, ao contrario, foram os governos junto com empresas que a contraíram (o caso do desmonte da Fupemg no governo Anastasia).
Queremos revogar a negociação e reverter as privatizações envolvendo a negociação da dívida e as que ocorreram em governos passados. Taxar as exportações fazendo com que as divisas fiquem no estado e não saiam através de dividendos pagos a acionistas. Expropriar as grandes empresas que hoje se beneficiam de isenções, ficam com todas a riqueza produzida, deixando para os mineiros apenas destruição.”
- Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?
“A luta pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora será prioridade em um possível mandato. Mas para que isso ocorra é preciso que de fato os recursos do país sejam destinados aos serviços de atendimento a população. Saúde, educação precisam estar em primeiro lugar, assim como a valorização dos trabalhadores, investimento em ciência e tecnologia. Só que para fazer isso é preciso revogar o arcabouço fiscal que limita a aplicação dos recursos nas áreas em questão para que a dívida seja paga. Dívida que serve aos interesses de bancos e empresas que lucram com juros dos títulos da dívida pública.
Precisamos tirar das mãos das empresas privadas a saúde e a educação do país, para isso, acabar com as parcerias público privadas é fundamental. E a riqueza produzida não pode ficar na mão de 1% de ricos. Para isso, defendemos a expropriação, através da organização de conselhos de trabalhadores, das principais empresas desse país.
Por tudo isso, concorro ao Senado nessa eleição.”

