
Um fonoaudiólogo que atuou na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barroso por 28 dias foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por seis crimes de violação sexual mediante fraude contra mães de pacientes. Segundo a acusação, o profissional teria usado supostos procedimentos clínicos para praticar atos de natureza sexual contra as mulheres. A informação foi divulgada pelo órgão na manhã desta sexta-feira (4).
Uma semana antes, no dia 28 de agosto, a Polícia Civil havia concluído o inquérito que investigou o caso e indiciado o suspeito. Além da condenação, o MPMG informou que solicitou o pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil para cada uma das vítimas.
O homem permanece preso desde 12 de agosto, quando foi cumprido o mandado de prisão preventiva. O registro profissional dele continua ativo, mas, segundo o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 6ª Região (Crefono 6), estão em andamento os trâmites legais para a suspensão cautelar.
Entenda o caso
De acordo com o MPMG, os crimes teriam sido cometidos entre os dias 5 e 26 de março deste ano. Na época, enquanto atuava como fonoaudiólogo na Apae, o profissional teria se valido da condição de especialista e da relação de confiança estabelecida durante os atendimentos para chamar as mulheres ao consultório sob o pretexto de orientá-las sobre exercícios que deveriam ser realizados com os filhos.
Durante esses encontros, ele simulava procedimentos fonoaudiológicos para realizar atos de natureza sexual, sem o consentimento das vítimas e, por vezes, com a porta do consultório trancada. Ainda conforme a denúncia, os casos ocorreram em datas diferentes mas com dinâmica semelhante, “marcada pelo uso de supostos exercícios respiratórios e orientações terapêuticas para induzir as mulheres a participarem das atividades propostas”, destacou o órgão.
Após as denúncias virem a público, a Apae divulgou uma nota em que lamentou o ocorrido e explicou que, durante o período em que trabalhou na instituição, o fonoaudiólogo era responsável por orientar mães e responsáveis sobre os procedimentos indicados para os filhos, pessoas com deficiência, além de ensinar as formas adequadas de realizá-los e dar continuidade ao tratamento em casa. A reportagem procurou o advogado do acusado, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria – que será atualizada caso haja manifestação.

