

As obras de instalação do sistema de pedágio eletrônico “free flow” no km 831 da BR-040, em Simão Pereira, foram iniciadas nesta quarta-feira (09). Segundo estimativa da Elovias, concessionária responsável pela gestão da rodovia entre Juiz de Fora e Rio de Janeiro, o novo pórtico de pedágio eletrônico começa a funcionar a partir do dia 4 de novembro de 2026.
O sistema “free flow“, ou “fluxo livre”, não tem cabines ou cancelas, funcionando por meio de câmeras e sensores instalados na estrutura que identificam o veículo e registram a passagem. Assim, o motorista passa pelo pórtico sem precisar parar ou reduzir a velocidade.
A Elovias afirma que o novo sistema garantirá maior fluidez ao trânsito, eliminando filas e reduzindo o tempo de viagem.
“Além disso, a tecnologia contribui para diminuir o consumo de combustível e a emissão de poluentes, uma vez que evita as frenagens e acelerações típicas dos pedágios convencionais”, complementou.
Conforme explicação da concessionária, motoristas que utilizam a TAG de pagamento, terão a cobrança da tarifa debitada automaticamente na conta vinculada ao dispositivo. Enquanto os veículos sem TAG serão identificados pela placa e a tarifa deverá ser quitada, em até 30 dias após a passagem, pelos canais disponibilizados pela Elovias, como site e aplicativo. Débitos em aberto após o prazo poderão resultar em penalidades previstas na legislação de trânsito.
Realocação garante arrecadação do município
A nova instalação substituirá a praça convencional, existente hoje no Km 819 no mesmo município. A realocação da atual praça de pedágio de Simão Pereira ficará a cerca de 30 quilômetros do acesso ao Salvaterra, em Juiz de Fora.
A decisão de realocar a praça para o mesmo município e implementar o “free flow” foi tomada em audiência de conciliação convocada pelo Ministério Público Federal (MPF) no início do mês de agosto. Anteriormente, estava prevista a instalação da estrutura no km 3, em Levy Gasparian (RJ). Porém, a Elovias declinou de instalar a cobrança eletrônica na altura da cidade fluminense ao considerar os impactos para os usuários e para os municípios envolvidos.
Em matéria publicada pela Tribuna de Minas no ano passado, foi apresentado estudo técnico conduzido pelo economista Liodoro de Mello, segundo o qual, em 2023, o ISS representava 60,90% da arrecadação total de tributos do município. A perda da arrecadação levaria a um colapso fiscal, inviabilizando obras, serviços públicos e pagamento de salários, além de retração de quase metade no Produto Interno Bruto (PIB) local e desestruturação das cadeias produtivas mais dinâmicas do município.

