
Um casal brasileiro foi preso em Portugal por suspeita de prática de golpe milionário contra produtores rurais da região de Orizânia, na Zona da Mata mineira, no mês de julho. A prisão de Kamila Romeiro Gomes e Reinaldo Junior Rosa, de 46 e 44 anos, respectivamente, fez parte da Operação Expresso Atlântico, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), sob responsabilidade do delegado Thales Borges Muniz, com o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia de Segurança Pública de Portugal (PSP).
As investigações apontam que, durante a safra de 2024, o casal teria comprado grandes quantidades de café de diversos produtores da região, negociando o pagamento para uma data futura. Após comercializar a produção, os suspeitos não teriam repassado os valores devidos e deixado o Brasil com destino a Portugal, causando prejuízo estimado em pelo menos R$1 milhão aos cafeicultores.
Os investigados, suspeitos de estelionato e crimes contra o patrimônio, foram localizados e presos em território português. O casal foi encontrado após trabalho de inteligência conduzido pela Delegacia de Polícia Civil do município de Divino, que possibilitou a inclusão de ambos na Difusão Vermelha da Interpol (Red Notice) e o cumprimento das prisões preventivas decretadas pela Justiça brasileira.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o caso está na fase de inquérito. Caso haja indiciamento, caberá ao Ministério Público avaliar o oferecimento da denúncia à Justiça, para então tramitar como ação penal.
A Tribuna de Minas questionou os órgãos competentes sobre o processo de extradição dos investigados. No entanto, até a publicação desta matéria, não obteve retorno. Caso haja retorno, a matéria será atualizada. A reportagem não conseguiu contato também com a defesa dos suspeitos. O espaço segue aberto.

