
Em um cenário hipotético, você prefere ser passageiro de um veículo sem motorista ou conduzido por uma pessoa? Embora essa tecnologia ainda não circule pelas ruas brasileiras, os táxis-robôs já viraram rotina em diversos países.
Um dos serviços mais famosos é o da Waymo, empresa de mobilidade autônoma do Google.
Apesar de a ausência de um condutor no volante causar estranheza, dados divulgados pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), nos EUA, comprovam que carros autônomos são mais seguros do que o transporte tradicional.
Para avaliar a eficiência da tecnologia, o IIHS analisou mais de 80 milhões de quilômetros rodados pelos veículos da Waymo entre 2021 e 2024. A pesquisa cobriu as cidades de São Francisco, Los Angeles, Phoenix e Austin, comparando os dados com a atuação de condutores humanos no mesmo período.
Os resultados mostram que os modelos da Waymo se envolvem em menos colisões e provocam menos ferimentos. Na média geral, a taxa de acidentes dos veículos sem motorista é 68% menor, caindo para 85% em colisões com um único veículo e 81% em ocorrências com vítimas.

As reduções na taxa de acidentes variam conforme a região:
- Phoenix: 76% menor
- Los Angeles: 71% menor
- São Francisco: 35% menor
A única exceção ocorreu em Austin, onde o índice de acidentes da Waymo ficou 4% acima da média humana. Segundo o IIHS, o desvio acontece por causa do tamanho reduzido da frota em testes na cidade.
Desafios para comparar motoristas e robôs
Apesar das estatísticas favoráveis, o órgão norte-americano apontou obstáculos para medir com exatidão o confronto entre máquinas e pessoas.
O primeiro problema está na subnotificação dos acidentes comuns. Motoristas humanos só acionam a polícia quando há feridos ou prejuízos financeiros elevados, variando por estado. Já as frotas autônomas registram qualquer pequeno imprevisto.
Outro fator crucial envolve as condições de rodagem. Os carros da Waymo operam no Nível 4 de automação, o que permite a condução 100% autônoma apenas em áreas mapeadas e sob clima favorável. Os seres humanos, por outro lado, enfrentam qualquer tipo de via e intempérie.
Mesmo com essas variáveis, o IIHS conclui que o estudo traz evidências sólidas de que os veículos autônomos de Nível 4 se envolvem em menos acidentes e causam impactos bem menos graves do que os condutores humanos.
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