Vai atravessar ruas alagadas? Veja os cuidados para não perder o motor

Os períodos de chuva intensa aumentam o risco de ruas alagadas e exigem atenção redobrada dos motoristas. Entrar em uma rua tomada pela água sem conhecer a profundidade pode provocar danos graves ao veículo, incluindo o chamado calço hidráulico, além de colocar em risco a segurança dos ocupantes.

Uma das principais recomendações é evitar a travessia sempre que houver dúvida sobre a profundidade da água ou possibilidade de utilizar outro caminho. Caso seja necessário avançar, o motorista deve observar alguns cuidados.

Vai atravessar ruas alagadas? Veja os cuidados para não perder o motor
Foto: Felipe Couri

Confira o que fazer em ruas alagadas

Avalie a altura da água

Antes de entrar em uma via alagada, é necessário avaliar a profundidade da água. Como referência, ela não deve ultrapassar a metade das rodas, aproximadamente a altura do centro do cubo.

Quando a água passa desse nível, aumenta o risco de atingir a entrada de ar do motor ou componentes elétricos do veículo, o que pode provocar falhas e danos mecânicos.

SUVs e picapes costumam ter maior altura em relação ao solo e, consequentemente, maior capacidade para enfrentar trechos com água. Ainda assim, os motoristas desses veículos também devem evitar áreas com alagamento elevado.

Mantenha velocidade baixa e constante

Se a travessia for considerada possível, o motorista deve conduzir o veículo em baixa velocidade, com aceleração constante.

Nos carros com câmbio manual, a orientação é utilizar a primeira ou a segunda marcha. Nos automáticos, pode ser utilizado o modo manual ou a posição indicada para marchas reduzidas, quando disponível.

Durante a passagem, não é recomendado trocar de marcha nem interromper bruscamente a aceleração. Também é necessário entrar devagar na área alagada, evitando a formação de ondas que possam lançar água sobre o capô e o compartimento do motor.

Motor desligou? Não tente dar a partida novamente

Caso o motor desligue enquanto o carro estiver dentro da água, a recomendação é não tentar ligá-lo novamente.

Uma nova tentativa de partida pode agravar os danos caso a água tenha chegado à câmara de combustão. Nessa situação, os pistões tentam comprimir a água, provocando o chamado calço hidráulico.

Como a água não pode ser comprimida da mesma forma que o ar, componentes como bielas e pistões podem ser danificados, e o motor pode travar. O reparo, dependendo do caso, pode exigir uma retífica completa.

Desligue o ar-condicionado

Antes de atravessar um trecho alagado, outra orientação é desligar o ar-condicionado.

Com o sistema em funcionamento, a ventoinha do radiador pode permanecer acionada. Em contato com a água, as pás podem sofrer danos ou lançar água sobre partes sensíveis do sistema de admissão do veículo.

Seguro pode avaliar conduta do motorista

O motorista também deve observar as condições previstas na apólice do seguro. A tentativa deliberada de atravessar um trecho com grande volume de água, principalmente quando seria possível interromper a viagem ou utilizar outro caminho, pode ser analisada pela seguradora como agravamento de risco.

Dependendo das circunstâncias e das condições contratuais, essa avaliação pode interferir na cobertura dos danos provocados pelo alagamento.

Segurança deve vir antes do veículo

Se o nível da água subir rapidamente e começar a alcançar o assoalho ou as portas, a prioridade deve ser a segurança dos ocupantes.

A orientação é destravar e, se possível, abrir as portas antes que a pressão exercida pela água dificulte a saída. O motorista e os passageiros devem deixar o veículo e procurar um ponto elevado e seguro.

Não é recomendado permanecer dentro do carro na tentativa de preservar o patrimônio quando houver risco provocado pela elevação da água.

Carro deve passar por revisão após alagamento

Mesmo quando o veículo consegue atravessar a área alagada sem apresentar problemas imediatos, uma revisão mecânica é recomendada.

Entre os itens que devem ser verificados estão a possível contaminação do óleo do motor e do fluido da transmissão, além dos filtros de ar do motor e da cabine.

Também é indicado verificar discos e pastilhas de freio, fluido de freio, rolamentos das rodas e conexões elétricas, que podem ter sido afetados pelo contato com a água.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe