Samuel Paixão de Souza, integrante da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, foi condenado a 67 anos de prisão nesta quarta-feira (12), pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

Ele foi considerado culpado pela participação em uma emboscada contra um ônibus com torcedores do Atlético-MG, em novembro de 2021. Na ocasião, o torcedor Mateus de Freitas Ferreira, de 20 anos, morreu e outras nove pessoas ficaram feridas.

O acusado não compareceu ao julgamento e a Justiça determinou a expedição de um mandado de prisão contra ele.

O Conselho de Sentença considerou o réu culpado por um homicídio consumado triplamente qualificado, um homicídio tentado triplamente qualificado e cinco homicídios tentados duplamente qualificados.

O processo de Samuel foi desmembrado dos demais acusados após a defesa alegar problemas de saúde. Inicialmente, os quatro integrantes da Máfia Azul seriam julgados juntos.

Em julho, outros três réus foram condenados pelo mesmo crime. Riquelme Enderson Ribeiro da Silva recebeu pena de 48 anos e seis meses de prisão; Luiz Gustavo da Silva Veloso foi condenado a 24 anos; e Pedro Henrique Coimbra Braga recebeu pena de 20 anos.

As condenações anteriores dos três haviam sido anuladas por irregularidades processuais, o que levou à realização de um novo julgamento.

A CNN Brasil não localizou a defesa de Samuel. O espaço segue aberto.

Emboscada contra ônibus

O ataque aconteceu em 28 de novembro de 2021, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo a denúncia do Ministério Público, integrantes da Máfia Azul se organizaram para interceptar um ônibus que transportava membros da torcida Galoucura e outros torcedores do Atlético-MG.

Os atleticanos voltavam do Mineirão após uma partida contra o Fluminense quando foram surpreendidos pelo grupo.

De acordo com a investigação, os agressores utilizaram pedras, barras de ferro, bombas caseiras e fogos de artifício durante o ataque.

Mateus de Freitas Ferreira tentou deixar o ônibus durante a ação, mas foi gravemente ferido. Ele morreu dois dias depois, no hospital. Além disso, outras nove pessoas ficaram feridas pelos ataques.

Durante as investigações, a polícia apreendeu materiais que, segundo o Ministério Público, estavam relacionados ao planejamento e à execução do ataque, como bastões de madeira, artefatos explosivos de fabricação caseira, soco inglês e foguetes.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo