O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (11) que a morte do aiatolá Ali Khamenei será vingada e classificou a retaliação como uma exigência do povo iraniano.

Em discurso publicado após as cerimônias, em suas redes oficiais, Mojtaba declarou que os responsáveis pelo ataque “não terão uma morte tranquila” e disse que todos os envolvidos já foram identificados pelo governo iraniano.

“Digo ao nosso Líder e mártir: Juramos vingar seu sangue puro e o de todos os mártires que tombaram nestas duas recentes guerras de agressão. Esta vingança é a vontade da nossa nação e certamente será cumprida. Os criminosos responsáveis, cuja lista já é sabida do topo ao fim, desejarão morrer em paz em suas camas. Mas levarão esse desejo não realizado para o túmulo. Devem saber que esta questão não depende de mim ou de outros oficiais. Estejamos presentes ou não, esta questão será concretizada e, em breve, cada pessoa livre no mundo cumprirá parte desta missão divina”Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã

Mojtaba assumiu a liderança do país após Ali Khamenei morrer em um ataque aéreo atribuído aos Estados Unidos e a Israel, em 28 de fevereiro. Desde então, o novo aiatolá não fez aparições públicas. Segundo veículos da imprensa iraniana, ele teria sofrido ferimentos no ataque, incluindo lesões no rosto.

A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise entre Teerã e Washington. Na sexta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está preparado para lançar um ataque de grandes proporções caso o Irã tente assassiná-lo. Dias antes, apoiadores do governo iraniano pediram a morte de Trump durante o funeral de Ali Khamenei.

Também neste sábado (11), uma fonte ligada à equipe de negociação iraniana afirmou à agência Fars que Teerã não pretende retomar conversas sobre o conflito enquanto os Estados Unidos não cumprirem compromissos assumidos anteriormente, entre eles medidas relacionadas ao Líbano, ao Estreito de Ormuz e à normalização das exportações de petróleo. Segundo a fonte, o Irã não apresentou qualquer proposta de negociação e mantém a posição de que Washington precisa recuar antes de qualquer novo diálogo.