Nos EUA para participar da Assembleia Geral da ONU, que será realizada nesta terça-feira (22), o presidente Lula disse que não concorda com a maneira do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, governar. A declaração foi feita em entrevista à CNN local.

“[O presidente Trump tem] uma maneira de governar com a qual eu não concordo. Ele tem uma maneira de governar… ‘Eu sou o mais poderoso, eu sou o mais rico, eu posso fazer tudo e todos os outros têm que obedecer’… Eu não concordo com isso.”Lula, em entrevista à CNN norte-americana

“O presidente Trump foi eleito para ser o presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar. Mas ele não tem o direito de governar outros países”, afirmou Lula. “Ele não tem o direito de impor sua vontade”, acrescentando: “Eu gosto de ser respeitado e de mostrar respeito”, acrescentou.

Durante a entrevista, o presidente brasileiro também criticou a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela.“É muito grave o que os EUA fizeram com a Venezuela. A soberania do país acabou. Isso não é bom. Não é bom para os EUA, não é bom para a Venezuela e também não é bom para a democracia.”

Discurso na ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá discursar sobre soberania nacional na 81º Sessão Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) no dia 22 de setembro, durante a abertura do evento que acontece em Nova York, nos EUA.

Em meio às tensões com os Estados Unidos, Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitária.

Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar no debate geral desde a 10ª sessão da Assembleia Geral em 1955. Em seu discurso, o presidente ainda deve falar sobre a importância do multilateralismo. “Uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais”, diz em documento compartilhado pelo governo.

A sessão será presidida pelo ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman e deve acontecer dos dias 22 a 26 e 28 de setembro.

Além de Lula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais.