O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, atendeu a um pedido do governo do Distrito Federal e obrigou o TJBA (Tribunal de Justiça da Bahia) a manter aportes mensais de R$ 394 milhões no BRB (Banco Regional de Brasília) para administração de depósitos judiciais.

A decisão deu uma sobrevida à instituição financeira, que vive sérios problemas de liquidez devido à tentativa de compra do Banco Master.

A avaliação de integrantes do banco a par do assunto, no entanto, é de que a crise financeira se agrava a cada dia e o risco de sofrer uma liquidação extrajudicial do Banco Central é real.

Prova disso é o atraso na publicação do balanço patrimonial, o que deveria ter ocorrido em março, mas tem sido postergada para evitar a exposição da situação financeira da instituição e, consequentemente, um possível revés imposto pela autoridade monetária.

Junta-se a isso o fato de o BRB enfrentar dificuldade para viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que cobra acesso ao balanço antes de liberar a verba.

Há o risco, ainda, segundo fontes, de que o montante não cubra o rombo aberto pelas operações com o Master e não seja suficiente para evitar a liquidação pelo BC.

Dentro do banco, o sentimento de medo tomou conta dos servidores. O temor da liquidação é tamanho que já há quem defenda a privatização da instituição financeira.

Além da possibilidade de demissão de servidores do banco, a população do Distrito Federal também demonstra insegurança sobre os serviços públicos de Brasília, já que o BRB é fundamental para manter o funcionamento da cidade.

A folha de pagamento dos servidores e dos aposentados do Executivo local, o sistema de bilhetagem do transporte público, além dos próprios correntistas do banco sem ligação com o governo local, poderiam ser diretamente impactados em caso de liquidação.

Já a privatização, que, segundo interlocutores do Governo do Distrito Federal, já foi estudada, poderia garantir a continuidade dos serviços, como também, trazer segurança para o mercado financeiro. No entanto, a possibilidade tem sido rechaçada pelo atual comando do governo do DF, apesar de uma ala ser a favor.

A CNN Brasil procurou o BRB para comentar o assunto. No entanto, até a publicação desta reportagem, a instituição financeira ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.

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