
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil não esperou conversas com o PT e lançou sua pré-candidatura ao governo de Minas, sinalizando que pretende manter um projeto próprio. Ele resiste a uma aliança – posição compartilhada por uma das alas do próprio PT. Em Brasília, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, avaliou a iniciativa de Kalil como um impedimento para uma composição no primeiro turno, mas destacou que estarão juntos em um eventual segundo turno.
Com essa decisão, o PT segue sem candidato ao governo, já que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, mesmo sob pressão de correligionários, não aceita assumir a missão. Um aliado destacado, filiado à federação, disse ao Painel que, se for de fato pressionada, ela não será sequer candidata ao Senado. A própria Marília, em entrevista à Tribuna, já havia afirmado que se desincompatibilizou do seu quarto mandato na prefeitura para disputar o Senado, não vendo qualquer possibilidade de mudar sua opção.
Sem uma candidatura própria, o PT não descarta a possibilidade de aliança com o MDB. O partido já lançou a pré-candidatura do ex-vereador Gabriel Azevedo, que se diz pronto para dialogar. Ele já se reuniu com o próprio Edinho Silva, mas ainda não houve formalização de qualquer acordo.
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