O MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou, na última quinta-feira (17), quatro pessoas investigadas no caso de um jovem que morreu ao cair do 14º andar de um prédio em Londrina, no Norte do Paraná. O caso aconteceu em 14 de agosto deste ano.

Segundo o MP, o homem, de 27 anos, morreu enquanto tentava escapar do apartamento onde havia sido mantido em cárcere privado e sofrido agressões físicas e psicológicas.

Na ocasião, a vítima teria tentado fugir, cortou a tela de proteção da janela, mas perdeu o equilíbrio e caiu. Conforme a denúncia, o homem estava no apartamento desde o dia 13 de agosto e foi mantido em um dos quartos do local.

Os investigadores apontam que, enquanto estava presa, a vítima teria sido obrigada a ingerir comprimidos sedativos.

 

De acordo com o MP, o jovem frequentava o imóvel por manter um relacionamento com uma das moradoras do local. Os quatro denunciados residiam juntos no apartamento onde o crime aconteceu.

As investigações apontam que, além de cobrar uma dívida de R$ 800, as agressões tinham como objetivo fazer com que o homem informasse sobre uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil, e que os envolvidos suspeitavam ter sido furtada por ele.

MP aponta alteração da cena do crime

Segundo a denúncia, após a queda da vítima, os quatro homens teriam alterado o local na tentativa de simular um suicídio e ocultar as agressões.

O MPPR afirma que imagens que mostravam as violências, registradas nos celulares dos envolvidos, foram apagadas e que os documentos pessoais da vítima também teriam sido descartados em uma lixeira pública.

Além disso, os denunciados teriam fechado a janela e colocado um colchão na porta de entrada do apartamento, para tentar dificultar o acesso das forças de segurança.

Os quatro homens, que tinham entre 22 e 24 anos na época dos fatos, foram denunciados por tortura qualificada pelo resultado morte, com aumento de pena em razão do sequestro ou cárcere privado, e fraude processual.

A promotoria também pediu que seja estabelecido um valor mínimo de R$ 40 mil (R$ 10 mil para cada denunciado) para reparação por danos morais aos familiares da vítima.