A Justiça determinou, nesta sexta-feira (9), a soltura de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio. A prisão preventiva do profissional foi revogada, e ele deixou a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), na região metropolitana de Porto Alegre (RS).
Mendes estava detido pela suposta falta de cumprimento de uma medida protetiva. O caso em que o auxiliar técnico se tornou réu remonta a setembro de 2025.
Os advogados de Alexandre Mendes publicaram uma nota alegando que “a acusação de violação de medida protetiva é falsa”. O comunicado afirma que o auxiliar e sua ex-cônjuge estiveram presentes no Parque de Exposições de Esteio (Expointer), um local público.
A defesa ainda garante que “jamais houve aproximação ou intenção de aproximação de sua ex-cônjuge”. Para comprovar a posição geográfica e os horários de ambos, foi solicitada a quebra do sigilo telefônico dos terminais de Mendes e da ex-cônjuge.
Entenda o caso
Alexandre Mendes foi preso preventivamente na quinta-feira (8), ao pousar com a delegação do Grêmio no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). A equipe retornava de Belém (PA), onde empatou com o Remo pela Série A do Campeonato Brasileiro.
O processo contra Mendes foi aberto em agosto de 2024, no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre (RS). Na época, a vítima registrou um boletim de ocorrência relatando agressões psicológicas e físicas.
A 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) havia concluído, na ocasião, pelo não indiciamento de Alexandre Mendes. Contudo, meses depois, o Ministério Público enxergou elementos para denunciá-lo por violência psicológica.
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