Um homem armado com uma espada matou um adolescente, além de deixar potencialmente três feridos em uma escola de ensino médio sueca nesta sexta-feira (21). Uma pessoa foi detida posteriormente, segundo as autoridades locais, o que provocou uma mobilização em grande escala dos serviços de emergência.

A morte foi confirmada pela polícia local em uma coletiva de imprensa.

Anteriormente, as autoridades haviam afirmado que 2 vítimas estavam em estado grave no hospital; não foi confirmado se a morte é de uma delas.

O suspeito foi identificado pela Reuters como um jovem de 18 anos.

O incidente ocorreu na tarde desta sexta na escola de ensino médio Brinell, na pequena cidade de Fagersta, no centro da Suécia.

A escola havia acabado de reabrir após as férias de verão e, para alguns alunos, sexta-feira era o primeiro dia no ensino médio.

“Recebemos um alerta às 14h06 sobre uma suspeita de violência letal e enviamos todos os recursos disponíveis para a escola”, disse um porta-voz da polícia à Reuters.

O porta-voz se recusou a comentar se alguém havia sido morto, mas afirmou que uma pessoa no local foi posteriormente detida e que não havia mais perigo para a população.

Jonas Cederberg, diretor de saúde e serviços médicos da administração do condado de Vastmanland, disse à Reuters que duas pessoas chegaram para receber atendimento e estavam “gravemente feridas”.

“Uma terceira pessoa está a caminho. Como ainda não chegou, a gravidade de seus ferimentos permanece incerta neste momento”, disse Cederberg.

A emissora pública SVT informou, com base em fontes anônimas, que a pessoa detida era um ex-aluno de 18 anos da escola, que já tinha uma condenação anterior por agressão.

Ele portava uma espada e usava um capacete durante o ataque, informou a SVT.

“Nós simplesmente corremos”, disse um aluno

Abdulrahem Salmo, aluno da escola, disse ter visto uma vítima com um ferimento sangrento de facada no braço.

“Então, as pessoas chamaram a polícia e todos nós simplesmente corremos dali porque estávamos com medo”, disse ele à SVT.

O jornal local Fagersta-posten conversou com Madelene Jansson do lado de fora da escola, onde sua filha estudava.

“Primeiro recebi uma mensagem de texto dela dizendo que alguém havia sido esfaqueado e que a polícia estava a caminho. Depois, tudo ficou caótico. Parece irreal”, disse ela ao jornal.

Vários policiais foram vistos entrando e saindo do cordão policial que cercava a escola, que tem 450 alunos com idades entre 16 e 20 anos.

Várias outras escolas e prédios públicos em Fagersta, uma cidade com 13 mil habitantes, foram inicialmente colocados em confinamento após o ataque com espada. O confinamento foi posteriormente suspenso e um grupo de adolescentes foi visto saindo da escola secundária Brinell.

“Estamos entrando em estado de alerta máximo para mobilizar nossos recursos e obter o quadro mais claro possível da situação”, afirmou a autoridade do condado de Vastmanland em comunicado.

Citando fontes anônimas, o jornal Expressen informou que a polícia teria atirado no suspeito do caso, mas a Reuters não conseguiu confirmar a informação imediatamente.

Ataques anteriores na Suécia

A Suécia ainda carrega a marca da tragédia de um tiroteio em uma escola em fevereiro do ano passado em Örebro, também na região central do país, quando um atirador matou 10 pessoas antes de atirar em si mesmo. Esse foi o pior ataque a tiros da história da Suécia.

Há mais de uma década, em 2015, um homem mascarado e armado com uma espada matou um professor assistente e dois meninos em uma escola no oeste da Suécia antes de ser morto a tiros pela polícia, que posteriormente afirmou que o ataque teve motivação racial.

O governo sueco está em contato próximo com a polícia após o ataque desta sexta, afirmou o ministro da Justiça, Gunnar Strommer, em comunicado à Reuters.

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, cancelou um discurso que estava programado para sábado, informou a agência de notícias TT.

“Nossos pensamentos estão com todos os afetados”, escreveu ele em uma postagem no X.

A líder social-democrata Magdalena Andersson, cuja coalizão de centro-esquerda detém uma clara liderança nas pesquisas de opinião antes das eleições parlamentares do próximo mês, disse: “Toda a Suécia está ao lado de Fagersta neste momento difícil.”