O Irã negou categoricamente qualquer ligação com um grupo de cinco homens presos no Reino Unido, suspeitos de planejar um ataque terrorista contra a base aérea de Fairford. A embaixada iraniana em Londres classificou as especulações como “maliciosas e infundadas”.
A polícia britânica ainda não fez nenhuma acusação formal sobre quem estaria por trás do suposto plano. No entanto, surgiram especulações de que o Irã ou forças aliadas ao país poderiam estar envolvidas no planejamento do ataque.
Durante o Live CNN desta segunda-feira (28), a editora de Internacional, Mariana Catacci, explicou que a base em questão é utilizada pelos Estados Unidos para apoiar operações contra instalações de mísseis iranianas.
“Essa base que foi alvo desse suposto plano terrorista é uma base da Força Aérea Real do Reino Unido que fica em Fairford. Ela é muito utilizada em operações militares e espaciais, e, em um determinado período, até foi usada para testes da aviação civil, porque tem uma pista muito longa”, detalhou Catacci.
No início deste ano, o Reino Unido autorizou que os Estados Unidos utilizassem a base de Fairford para apoiar operações contra instalações de mísseis no Irã. A condição estabelecida foi de que as operações fossem estritamente defensivas.
“O Reino Unido diz que não vai atacar o Irã ativamente, mas que essas operações dos EUA ajudam a interceptar e prevenir possíveis ataques que o Irã fizesse à região da Europa e aos cidadãos britânicos”, afirmou a editora.
Catacci destacou ainda que a base possui um histórico de uso em conflitos ao longo da história. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu como ponto de partida para aeronaves que pousariam na Normandia no Dia D.
Na Guerra Fria, os Estados Unidos também a ocuparam como forma de dissuasão contra a Rússia. A instalação ainda foi utilizada durante a Primeira Guerra do Golfo e quando os Estados Unidos invadiram o Iraque.
Alerta de moradora foi decisivo para as prisões
Uma moradora local, proprietária de uma fazenda próxima à base de Fairford, desempenhou papel fundamental na prevenção do suposto ataque.
Ao observar uma movimentação estranha na região, ela foi a primeira pessoa a alertar a polícia, que passou a investigar o caso e conseguiu prender os cinco suspeitos antes que qualquer plano fosse colocado em prática.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre quem seriam os responsáveis pelo planejamento do ataque, e o Irã segue negando enfaticamente qualquer associação com o caso.

