Uma austríaca de 40 anos morreu em decorrência de ferimentos que, segundo a promotoria, sofreu depois que o marido supostamente abusou sexualmente dela enquanto ela estava em um estado de intoxicação tão grave que não conseguia se defender.

As autoridades investigam se outros homens também podem ter abusado sexualmente da mulher, possivelmente mediante pagamento. A identidade dela não foi divulgada.

A imprensa austríaca chamou o caso de “Pelicot 2.0”, em referência ao caso da francesa Gisèle Pelicot, cujo ex-marido, Dominique Pelicot, a drogou durante anos e recrutou dezenas de desconhecidos para estuprá-la enquanto ela estava inconsciente.

A promotoria de Wels, cidade localizada a cerca de 240 quilômetros a oeste de Viena, afirmou que ainda não pode confirmar as informações divulgadas pela imprensa local sobre uma suposta rede de estupros mais ampla, mas disse que essa possibilidade continua sendo investigada.

A vítima foi encontrada gravemente ferida e sangrando em sua casa, em Marchtrenk, perto de Wels, na Alta Áustria, em 26 de junho, segundo a promotoria. Os paramédicos constataram a morte no local e uma autópsia foi determinada.

As autoridades investigam acusações de que a mulher sofreu abusos sexuais cometidos pelo marido, de 51 anos, e por outro homem da mesma idade, segundo a promotoria. Os dois estão sob custódia, mas apenas o marido foi relacionado ao ato que causou a morte da mulher.

O segundo homem confessou e se mostrou arrependido, segundo a promotoria. Ele é investigado por dois supostos casos de abuso contra uma pessoa indefesa ou incapacitada.

A francesa Gisele Pelicot, vítima de um estupro coletivo orquestrado por seu então marido, Dominique Pelicot 09/10/2025 • REUTERS/Manon Cruz

O marido se recusou a comentar as acusações. Ele é investigado por suposto abuso de uma pessoa indefesa ou incapacitada com resultado de morte, crime que pode ser punido com pena de 10 a 20 anos de prisão ou prisão perpétua.

Ele também pode responder por homicídio, dependendo do que os investigadores determinarem sobre sua intenção.

A promotoria afirmou não acreditar que o marido tenha recebido qualquer pagamento do segundo homem, que permanece sob custódia.

A promotoria de Wels informou à CNN que a investigação continua e se recusou a fornecer mais detalhes sobre os supostos crimes, em respeito à vítima e para proteger a investigação.

Com informações de Caroline Baum e Kara Fox, da CNN.