Um homem russo foi condenado por um tribunal de Moscou, na Rússia, por espionagem a favor da Polônia e sentenciado a 23 anos em uma colônia penal, informou o FSB (Serviço Federal de Segurança) nesta sexta-feira (14).
Casos de espionagem tornaram-se cada vez mais comuns na Rússia desde o início da guerra em larga escala na Ucrânia, com os tribunais frequentemente divulgando vereditos, mas revelando poucos detalhes.
Os julgamentos ocorrem a portas fechadas, sob a justificativa de segurança nacional.
Segundo o FSB, o homem, identificado como Gregory Pirogov, forneceu à Polônia informações sobre armamentos russos avançados e sistemas de mísseis utilizados na guerra na Ucrânia.
O serviço federal também informou que Pirogov deixou a Rússia após a eclosão da guerra e entrou em contato com a inteligência polonesa em abril de 2022.
O texto afirma que ele foi posteriormente encarregado de coletar e repassar informações sigilosas e, por meio de seus contatos na indústria de defesa da Rússia, obter dados pessoais de indivíduos com acesso a segredos de Estado, com o objetivo de recrutá-los.
Um dia antes, a Polônia prendeu um homem russo que, segundo o país, havia sido contratado por Moscou para matar um cidadão ucraniano-americano em Varsóvia.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.
Por que Donetsk é ponto de discórdia para encerrar guerra na Ucrânia?

