O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi preso novamente, na manhã desta quarta-feira (7), pela morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, após um desentendimento no trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo, no último dia 30 de setembro.
Ele teve a prisão preventiva decretada em decisão proferida pela desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti, relatora do caso na 15ª Câmara de Direito Criminal, após pedido liminar do MPSP (Ministério Público de São Paulo). Ele havia sido preso em flagrante no dia do crime, mas foi solto em audiência de custódia.
A magistrada determinou que a expedição do mandado de prisão respeite o artigo 236 do Código Eleitoral, que restringe prisões de eleitores nos cinco dias anteriores e nas 48 horas posteriores ao encerramento da votação, exceto em casos de flagrante delito.
De acordo com apuração da CNN Brasil, o bombeiro foi levado até uma unidade do Corpo de Bombeiros para os procedimentos relacionados à ordem de prisão. Depois, deverá passar por exame de corpo de delito em um hospital e ser encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.
Na data do crime, Marcos Paulo estava afastado das funções por licença não remunerada a pedido. Após o homicídio, o benefício foi suspenso e ele foi colocado em funções administrativas.
A CNN Brasil tentou contato com a defesa do bombeiro, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Entenda o caso
O crime ocorreu na avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, quando Bruno seguia de carro para as aulas na Unitau (Universidade de Taubaté).
O bombeiro foi preso em flagrante no dia do crime, mas recebeu liberdade provisória na audiência de custódia, em 1º de outubro. Na ocasião, foram determinadas medidas como recolhimento domiciliar noturno, comparecimento periódico à Justiça e suspensão do porte de arma.
A decisão foi contestada pela 2ª Promotoria de Justiça de Taubaté. O MPSP apresentou Recurso em Sentido Estrito e alegou que as medidas cautelares eram insuficientes para garantir a ordem pública.
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Segundo a Promotoria, o bombeiro efetuou cerca de cinco disparos contra o estudante, que estava dentro do próprio veículo. O MPSP também apontou divergências entre a versão apresentada pelo acusado e o relato de uma testemunha ocular protegida.
De acordo com a testemunha, o bombeiro saiu do próprio veículo, aproximou-se do carro de Bruno, quebrou o vidro do lado do motorista com o cotovelo e fez os disparos. Ainda segundo o depoimento, o estudante não havia saído do carro, feito ameaças ou exibido uma arma.
Ao analisar o recurso, o TJSP considerou a gravidade concreta da conduta e as circunstâncias do crime, ocorrido em uma via pública de grande movimento. Para a Corte, a prisão preventiva é necessária para resguardar a ordem pública e a instrução criminal.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

