Um grupo suspeito de aplicar golpes digitais foi alvo da sexta fase da Operação Cyberconnect deflagrada nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil na região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Até o momento, 21 pessoas foram presas, sendo 18 por cumprimento de mandados judiciais e três em flagrante.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública), eles são suspeitos de aplicar fraudes como a falsa central bancária e o falso advogado, causando um prejuízo superior a R$ 11 milhões às vítimas. 

Durante a ação, também foram apreendidos 129 celulares, 255 aparelhos eletrônicos, documentos, máquinas de cartão e R$ 108 mil em dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio de valores em contas bancárias.

Apreensões Operação Cyberconnect • Reprodução/PC-SP

Os investigados devem responder pelos crimes de extorsão digital, estelionato digital, furto mediante fraude, organização criminosa, associação criminosa, lavagem de dinheiro e outras modalidades de fraude eletrônica.

Ao todo, foram expedidos 25 mandados de prisão preventiva e 107 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, região metropolitana da capital e Baixada Santista.

A operação é coordenada pelas Delegacias Seccionais e pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 5 (Deinter-5).

Dados globais; entenda

Segundo o relatório Digital Banking Fraud Trends in Latin America 2026, México e a Argentina lideram o ranking da maior porcentagem de golpes digitais do mundo, perdendo apenas para o Brasil, que continua no topo.

O mercado argentino registrou cerca de 183% de golpes de engenharia social. Por outro lado, no território mexicano, as tentativas de invasão de contas aumentaram em 311%, as de engenharia social 150% e fraudes digitais em 234%.

A fraude de engenharia social é uma técnica de manipulação psicológica usada pelos criminosos para manipular e obter informações confidenciais. Já golpes digitais acontecem quando criminosos utilizam plataformas e redes sociais para obter vantagens financeiras de forma ilícita.

O roubo de celular deixou de ser apenas um crime patrimonial para se tornar uma espécie de “arma” utilizada pelos criminosos no mundo virtual. Apenas em 2025, golpes envolvendo aparelhos subtraídos cresceram em cerca de 340% no Brasil.