O policial militar que atirou e matou uma mulher no bairro do Parque São Domingos, na zona oeste de São Paulo, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (15). O agente foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.

Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher com uma faca na mão se aproximando de policiais militares. É possível ouvir um dos agentes ordenando que ela largue a faca. A mulher continua caminhando na direção do policial, que efetua um disparo de arma de fogo contra ela, atingindo a cabeça. O socorro foi acionado, mas a morte foi constatada no local.

Segundo informações preliminares, os policiais haviam sido acionados por pessoas que estavam na região devido à presença da mulher armada. Três agentes teriam tentado negociar com ela antes do disparo.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o policial foi preso em flagrante.

A arma utilizada por ele foi apreendida para perícia, e um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado, com acompanhamento da Corregedoria da PM. O local foi preservado até a chegada de equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML).

A morte da mulher é o terceiro caso recente na capital paulista em que pessoas são mortas a tiros durante ocorrências envolvendo policiais militares.

Na zona sul, o jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 tiros disparados por policiais militares em Moema. Segundo a versão dos agentes, eles teriam confundido um celular que o jovem segurava com uma arma de fogo.

Já na Vila Dionísia, na zona norte, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu após ser atingido por 24 disparos de policiais militares. Segundo a versão policial, ele estaria ameaçando pessoas com uma faca e uma barra de ferro. Imagens da ocorrência mostram o homem sendo atingido por uma arma de choque antes dos disparos.

Os dois casos anteriores também são investigados.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que não tolera desvios de conduta e informou que o policial militar foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investigará todas as circunstâncias do caso.