A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na tarde de quinta-feira (23), o quarto suspeito envolvido no desaparecimento e homicídio do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos. Outros três homens já haviam sido presos durante as investigações do caso que é investigado pelo 1º DP de Carapicuíba.
O corpo de Marcelo foi encontrado no rio Cotia, entre as cidades de Jandira e Carapicuíba, ainda na manhã desta quinta após sete dias de buscas. A vítima foi vista pela última vez no dia 16, após sair de um bar, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
Os familiares acompanharam as buscas pelo corpo que, após ser encontrado, foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) para identificação. Marcelo será velado e sepultado nesta sexta-feira (24) em Carapicuíba.
Chantagens e emboscada
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que Marcelo já vinha sendo alvo de chantagens por parte do amigo. O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que o comerciante fazia repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo, mas havia decidido interromper os pagamentos.
Ainda de acordo com a polícia, os cerca de R$ 8 mil transferidos no dia do crime foram apenas a “última tacada” dos criminosos e não a principal motivação da ação. A vítima foi levada a um imóvel ao qual o investigado tinha acesso, onde foi amarrada, amordaçada e mantida refém por cerca de duas horas.
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Durante esse período em cativeiro, o comerciante foi obrigado a realizar transferências de valores de sua conta bancária para os criminosos.
A polícia afirma que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que foi mantido em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Segundo o delegado, uma testemunha relatou que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.
Para a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam que a intenção dos suspeitos era matar Marcelo desde o início. Por isso, o caso não é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo os investigadores, a retirada do dinheiro ocorreu de forma oportunista, após a vítima já ter sido atraída para a emboscada.
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