Qualquer que seja a decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que julga retirar ou não postagens de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida – os ministros tem até as 23 horas e 59 minutos desta quarta feira (30) para entregar seu voto em ambiente virtual – um outro resultado foi obtido.
Era tirar do STF (Supremo Tribunal Federal) essa mesma decisão e restaurar um mínimo de autoridade do TSE, presidido por Kassio Nunes Marques, que colegas da Corte acusam por escrito de envolvimento no escândalo do Banco Master.
Porém, o assunto Nossa Senhora Aparecida continua lá.
O ministro Flávio Dino, com coisas que leu publicadas nos últimos meses, decidiu mandar a Polícia Federal investigar casos diversos de ataques contra imagens religiosas que, segundo ele, configurariam uma onda.
Para se dizer o mínimo, a abertura desse inquérito por parte do ministro é incomum – não tem ninguém com foro privilegiado e as polícias é que normalmente tomam conta desse tipo de conteúdo.
Dino também não recebeu uma representação do Ministério Público ou da Polícia, e nomeou-se relator do inquérito citando uma decisão dele mesmo, que havia sido derrubada pelo colega – se é que ministros do Supremo ainda se consideram colegas – posteriormente.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já definiu Dino como “uma cabeça política” no Supremo, e se há alguma coisa que político em geral adora, é holofote.
Principalmente juntinho de uma eleição.

