Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, minimizou o impacto da operação realizada pela Polícia Federal na quarta-feira (10), no âmbito do caso Dark Horse. O parlamentar afirmou que a ação não alterará o cenário eleitoral e a classificou como motivada por razões políticas. A apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau.

A operação teve como alvos pessoas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi ordenada pelo ministro Flávio Dino. O caso envolve o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na vida de Jair Bolsonaro.

Críticas ao ministro e acusações de perseguição política

Cavalcante e outras lideranças do PL sustentaram que a operação representa uma perseguição política, argumento que também circulou amplamente entre apoiadores do grupo nas redes sociais.

Segundo o analista de Política, o discurso de motivação política foi o ponto de convergência entre os bolsonaristas, que utilizaram palavras e argumentos diferentes, mas seguiram a mesma linha.

Parte deles chamou Flávio Dino de “comunista”, em referência à sua passagem pelo PCdoB, Partido Comunista do Brasil, e ao fato de ter integrado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL).

Defesa de Karina Gama e declarações de Fábio Wajngarten

Outro nome a se manifestar sobre o caso foi advogado Fabio Wajngarten, descrito como alguém próximo à família Bolsonaro e ex-integrante da Secretaria de Comunicação do governo de Jair Bolsonaro.

Em publicação no X, ele fez uma defesa da empresária Karina Gama, dona da empresa Go Up!, afirmando que ela não teria cometido qualquer irregularidade. Wajngarten declarou ainda, sem apresentar provas, que “a menina está recebendo ameaças e sendo constrangida e chantageada”.

Posteriormente, tornou-se público que Karina Gama registrou em cartório uma denúncia alegando ter sido pressionada a realizar delação pela Polícia Federal. Wajngarten acrescentou que “as operações viraram produtos de campanha”.

De forma geral, deputados do PL seguiram a mesma linha discursiva, classificando a operação como retaliação política e reiterando que a ação não terá impacto nos resultados eleitorais.

Cavalcante chegou a afirmar que o “vento” estaria soprando favoravelmente a Flávio Bolsonaro, em alusão a um noticiário recente considerado desfavorável ao Lula.

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