Um novo filme inspirado na história de Elize Matsunaga chegou ao streaming nesta quarta-feira (22). Produzido pela Netflix, em “Elize: Sombras de Uma Mulher”, uma ficção imagina o que aconteceu antes de a mulher matar o marido, Marcos Matsunaga, herdeiro e diretor executivo da Yoki.

Segundo os roteiristas Mariana Torres e Raphael Montes, a história foi criada a partir de autos do processodocumentários já lançados e de material obtido por uma pesquisadora, que foi atrás de informações além do que já havia sido contado, tendo conversado com delegados e pessoas próximas, contaram à CNN Brasil.

Enquanto Elize ganha vida por meio da atuação de Lorena Comparato, o ator Henrique Kimura interpreta Marcos Matsunaga. Além do crime em si, cenas prévias e seguintes ao assassinato também são exploradas ao longo do filme.

Em entrevista à CNN Brasil, Lorena refletiu sobre a popularidade das produções true crime e defendeu o gênero, afirmando que elas geram diálogos entre os telespectadores.

Questionada sobre a própria interpretação de Elize, a protagonista disse que não se sente “apta para julgar” o caso real, mas que tem uma opinião sobre a personagem.

Relembre o caso

Em 2012, Elize Matsunaga assassinou o marido, Marcos Kitano Matsunaga, então diretor-executivo da indústria de alimentos Yoki, no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo. Segundo informaram as autoridades, ela teria descoberto que ele tinha uma amante e, durante uma discussão, atirou no empresário. Em seguida, esquartejou o corpo e o deixou em vários pontos da cidade.

Em depoimento dias após o crime, Matsunaga confessou o ocorrido e foi levada à Penitenciária Feminina de Tremembé. Ela foi denunciada por homicídio doloso triplamente qualificado, destruição e ocultação de cadáver.

Na madrugada de 5 de dezembro de 2016, Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão pelo crime, sendo 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio sem chance de defesa, e um ano, dois meses e um dia por ocultação de cadáver.

Em 2019, ela teve sua pena reduzida para 16 anos e três meses pela 5 Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por confessar o crime. Elize deixou a Penitenciária Feminina de Tremembé após dez anos presa em 2022, depois que uma decisão judicial concedeu liberdade condicional a ela.

Segundo informou o advogado de Matsunaga, a previsão é de que a pena em liberdade seja cumprida até janeiro de 2028, com possibilidade de redução de 50 dias por trabalho e estudo enquanto estava na penitenciária.

Outras produções sobre o crime

Além do título mencionado, em 2021, a Netflix lançou o documentário “Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime”, com depoimentos reais da mulher envolvida no assassinato.

Na produção, a própria Elize explica os motivos que levaram à atitude, que ganhou grande notoriedade na mídia brasileira devido à forma como o corpo do empresário foi encontrado.

Já na atual série “Tremembé” (2025), do Prime Video, a atriz Carol Garcia interpreta Elize. Por sua vez, a obra mostra como detentos famosos conviviam dentro da penitenciária mais conhecida do interior de São Paulo.

“Tremembé”: o que é real e o que é ficção em nova série

*Com informações de Marina Toledo, Lucas Schroeder e Vinícius Bernardes, da CNN Brasil e Paulo Vito, em colaboração para a CNN Brasil