A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

Além de concluir que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações nos Estados Unidos, os ministros também acompanharam a fixação de pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto.

O caso envolve a atuação do ex-parlamentar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar influenciar julgamentos relacionados à trama golpista.

No voto do relator, Alexandre de Moraes fixou pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de 50 dias-multa, calculados à razão de dois salários mínimos por dia.

Mas o principal impacto político pode estar na aplicação da Lei da Ficha Limpa. A Corte determinou que Eduardo Bolsonaro fique inelegível pelo prazo de 8 anos.

Por que Eduardo pode ficar inelegível?

A legislação eleitoral prevê inelegibilidade para condenados por órgão colegiado em uma série de crimes, incluindo delitos contra a administração da Justiça, como é o caso da ação contra o ex-deputado.

Pela regra da Ficha Limpa, o prazo de oito anos de inelegibilidade não começa imediatamente. A contagem só tem início depois do cumprimento integral da pena imposta pela Justiça.

Na prática, isso significa que Eduardo precisaria primeiro cumprir a pena criminal e somente depois iniciaria o período de afastamento eleitoral.

Cargo na Polícia Federal

Outro possível efeito da condenação envolve o vínculo funcional de Eduardo Bolsonaro com a Polícia Federal. Delegados e servidores públicos federais condenados criminalmente podem perder o cargo em situações previstas no Código Penal e na legislação administrativa.

A perda não é automática apenas com a condenação pela Primeira Turma. O tema ainda poderá ser analisado em procedimentos administrativos próprios.

The post Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro pode ficar inelegível até 2038; entenda appeared first on InfoMoney.