A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para que Max Guilherme Machado de Moura e Sergio Rocha Cordeiro voltem a integrar a equipe que presta assistência de rotina ao ex-presidente em sua residência.
Max é ex-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro e ex-integrante do Bope. Auxiliar de longa data de Bolsonaro, trabalhou como assessor durante o período em que o ex-presidente esteve no Palácio do Planalto e continuou na estrutura de apoio após o fim do mandato.
Em maio de 2023, Max foi preso preventivamente durante a Operação Venire, da Polícia Federal, que investigou suspeitas de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Sergio Cordeiro também foi alvo da operação.
Os dois foram posteriormente afastados da equipe de Bolsonaro depois de passarem à condição de investigados. Agora, a defesa sustenta que o cenário jurídico mudou.
Segundo a petição apresentada ao STF, em junho deste ano o Ministério Público Federal promoveu o arquivamento das investigações contra Max e Sergio. O MPF considerou que não havia elementos mínimos de autoria delitiva e que não ficou demonstrado de forma inequívoca que os dois tenham participado dolosamente dos fatos investigados.
É justamente o arquivamento que embasa a tentativa de reintegrá-los ao núcleo de apoio de Bolsonaro. A defesa pede que os dois possam voltar a exercer atividades de rotina na residência do ex-presidente, respeitando as condições de fiscalização e as demais medidas cautelares em vigor.
Se Moraes autorizar o pedido, a equipe de assessoramento de Bolsonaro passará a contar com seis integrantes.
