O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta terça-feira (7) a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu uma mudança de rumo na condução das contas públicas.
No mesmo evento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, – que participou remotamente – fez uma defesa das medidas adotadas pelo governo federal e apresentou uma avaliação oposta sobre a situação fiscal do país.
Tarcísio afirmou que o Brasil vive um cenário de aumento de gastos, endividamento e juros elevados. Segundo o governador, a relação entre dívida e PIB passou de 71% no fim de 2022 para 83%, enquanto a despesa primária teria avançado de 17% para cerca de 20% do PIB e a carga tributária federal, de 19% para 22%.
Para Tarcísio, seria possível fazer um ajuste fiscal de 2% a 3% do PIB e criar condições para a redução dos juros. Ele também defendeu uma mudança de governo.
“É só trocar o time que a gente vai ver isso acontecer”, afirmou. O governador disse ainda que a mudança estaria próxima e afirmou que medidas de ajuste fiscal poderiam produzir efeitos sobre a inflação, os juros e o fluxo de capitais.
Alguns minutos depois, em outro painel do mesmo evento, Durigan fez uma defesa da política fiscal do governo Lula. O ministro afirmou que a atual gestão retomou uma trajetória de equilíbrio interrompida nos anos anteriores e disse que o governo realizou um ajuste de cerca de 2% do PIB.
Durigan afirmou que o governo criou uma regra fiscal “crível” e que ela precisa ser mantida, com crescimento da receita acima das despesas para estabilizar a dívida pública. Segundo ele, o déficit primário representa apenas uma parte do crescimento da dívida entre 2024 e 2026, enquanto o peso maior está nos juros.
O ministro afirmou ainda que tem “certa dificuldade de entender a euforia” do mercado financeiro após os resultados eleitorais do primeiro turno das eleições de 2026.
De acordo com ele, ao comparar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o antigo governo de Jair Bolsonaro (PL), “é dificil que o anterior ganhe em alguma coisa, sobretudo em política fiscal”.

