O ministro da Educação, Leonardo Barchini, apresentou os números do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao presidente Lula na manhã deste domingo (8), na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em Brasília (DF). Ele cita a logística envolvida para que as provas sejam aplicadas simultaneamente em todo o país a partir das 13h.

Entregamos durante a semana as provas para o centro de distribuição das cidades, e agora, às 10h, elas são entregues para os locais de prova. Às 11h09, 74% das provas foram entregues. Teremos provas em mais de 184 mil salas de aula, 14.868 locais em 1901 municípios. Pela primeira vez rompemos a barreira de 1900 municípios”, comemora.

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O ministro citou o número das pessoas envolvidas para que tudo dê certo. “São 15 mil coordenadores, 184 mil chefes de sala, 196 mil aplicadores de prova, 56 mil fiscais volantes, 46 mil pessoas em apoio, porteiros, vigilantes, mais de 25 mil funcionários dos Correios, 596.812 pessoas trabalhando, quase 600 mil pessoas trabalhando. São 2.676 veículos de distribuição, 3.154 veículos de escolta para os veículos que levam a prova, 26 embarcações, porque em alguns lugares elas só chegam de balsa”, enumerou o ministro.

“O Enem é uma das operações mais complexas do mundo”, disse, agradecendo também às polícias e Forças Armadas pela segurança.

Melhoria de vida pós-universidade

Ele destacou o quanto realizar um curso superior faz diferença no futuro. “Educação superior vale muito. O estudante que tem ensino superior tem um salário 2,5 vezes maior do que quem não tem. A taxa de desemprego de quem tem ensino superior é de 2,7%, metade do que quem não tem. Saímos de 5 milhões de pessoas com nível superior no mercado de trabalho no início do século 21 para 25 milhões de pessoas, isso tudo só foi possível por esse tipo de acesso, do Enem”.

Barchini lembra como era o sistema de ingresso em universidades antes de a nota do exame ser aceita. “Essa prova mudou o país. Antes você tinha de se inscrever em diferentes cidades, pagar as taxas de vestibular de cada faculdade, passagens de ônibus e de avião e fazer provas em finais de semana diferente”.

A mudança surtiu efeitos na origem do estudante que chega ao ensino superior. “Por isso a cara das nossas universidades mudou. Antigamente, um terço dos estudantes das universidades federais vinha de escola pública. Vinte anos depois, dois terços, quase 70%, vêm da escola pública. A universidade é muito mais colorida, muito mais inclusiva, retrata o Brasil por conta dessa oportunidade que vocês estão tendo em todo o país”, comemora.

Nova data?

Ao final, o ministro revelou que quem não conseguir chegar ao primeiro dia de provas do Enem 2026 em regiões em que as condições climáticas prejudicarem, terá uma nova data para realizar o exame.

“Todas as questões climáticas estão sendo observadas pelo Inep. Para aqueles que não conseguirem chegar por motivos climáticos, teremos uma segunda aplicação no mês de dezembro”, contou, ao falar com a imprensa após ter apresentado ao presidente Lula os números que envolvem a aplicação do Enem deste ano.

Os portões dos locais de prova fecham às 13h deste domingo (8). “O Enem é o maior portal de acesso ao futuro. Cheguem no horário e muito boa sorte”, desejou Barchini.

Veja o que o ministro da Educação disse:

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