A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abortou a ideia de tarifa zero para o transporte público como proposta no plano de governo.

Ao longo do ano, governistas encabeçaram uma articulação para propor uma espécie de “SUS do transporte público”. O debate não evoluiu e auxiliares do presidente falavam em tratar do assunto como proposta para um eventual novo governo do PT.

Os articuladores do programa de governo proposto para um eventual Lula 4, no entanto, avaliam que a proposta deve ser articulada pelo PT no Congresso Nacional.

“O impacto será nos municípios. Não cabe no programa de governo do presidente da República”, afirmou o presidente do partido, Edinho Silva, à CNN.

A aplicação da tarifa zero passaria por uma reestruturação no financiamento do setor e poderia custar mais de R$ 80 bilhões aos cofres públicos.

O Ministério da Fazenda, ainda sob a gestão de Fernando Haddad (PT) chegou a fazer estudos de viabilidade da ideia, junto com a Casa Civil e o Ministério das Cidades.

Por lei, o plano de governo deve ser apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral até o dia 15 de agosto.

A campanha do PT faz um ajuste fino das propostas, de acordo com as orientações do presidente Lula para que o plano possa ser divulgado no dia 16 durante o ato de lançamento da campanha no estádio da Vila Euclides, no ABC Paulista.

Lula quis que todos os ministros fossem ouvidas na montagem do plano, que dá as diretrizes de atuação em cada área estratégica da gestão.