O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) negou, nesta terça-feira (21), ter convidado a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) para ser sua vice nas eleições deste ano.

“Eu não mencionei o nome dela. Eu fui questionado sobre quem seria a vice, eu falei que não tinha ainda nenhum nome e o jornalista citou o nome dela. Eu falei ‘é uma possibilidade'”, disse Zema, durante agenda no Rio de Janeiro. “Então, não houve nenhum convite a nenhum momento, mas, diante da pergunta, eu mencionei que sim.”

A declaração citada por Zema foi dada no último sábado (18) durante o 10º Encontro Nacional e Encontro Estadual do Partido Novo em São Paulo. Na ocasião, ele afirmou que o nome da esposa de Jair Bolsonaro para vice “é uma possibilidade, como outras também são”.

Após a declaração, Michelle usou suas redes sociais para negar qualquer possibilidade de ser vice de Zema. Ela destacou que continua “priorizando os cuidados” com Jair Bolsonaro, que segue cumprindo pena em prisão domiciliar, e que “não há nenhuma possibilidade” de ser vice de Zema.

“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários”, disse.

Com relação a quem deve ocupar a posição de vice na chapa, Zema afirmou nesta terça que ainda não escolheu um nome. “Não temos nada definido e essa definição de vice vai ser definida até a data limite”, disse. “Na política, geralmente, se resolve no último dia, na última hora, porque o cenário vai mudando, é dinâmico.”

O pré-candidato citou o caso Master como um dos fatores que interferem na escolha do vice. “Temos uma investigação em curso do Banco Master, estão sempre surgindo fatos novos. Tudo isso acaba interferindo no processo eleitoral.”

*Sob supervisão de João Ker